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Justiça condena marginais palmeirenses a ficarem dois anos longe de qualquer evento esportivo do clube

O JECRIM-SP, através do Anexo de Defesa do Torcedor, condenou torcedores ligados à facção criminosa Mancha Verde por crimes cometidos no âmbito do artigo 41-B, parágrafo
1º, inciso II, da Lei nº 10.671/03 (Estatuto do Torcedor) concomitantes ao artigo 29 do Código Penal.


Art. 41-B. Promover tumulto, praticar ou incitar a violência, ou invadir local restrito aos competidores em eventos esportivos: (Incluído pela Lei nº 12.299, de 2010).

Pena – reclusão de 1 (um) a 2 (dois) anos e multa. (Incluído pela Lei nº 12.299, de 2010).

§ 1º Incorrerá nas mesmas penas o torcedor que: (Incluído pela Lei nº 12.299, de 2010).

II – portar, deter ou transportar, no interior do estádio, em suas imediações ou no seu trajeto, em dia de realização de evento esportivo, quaisquer instrumentos que possam servir para a prática de violência. (Incluído pela Lei nº 12.299, de 2010).

Art. 29 – Quem, de qualquer modo, concorre para o crime incide nas penas a este cominadas, na medida de sua culpabilidade.


Em consequência, Edimar dos Santos Andrade, Wellington Danilo Elias de Lima, Cesar Augusto Pinheiro de Melo, Thiago Monteiro Batista dos Santos e Ronei Fraga Amorin estão impedidos, pelo período de dois anos, de comparecer nas proximidades de qualquer estádio de futebol em que esteja jogando o Palmeiras (jogos profissionais e amadores – inclusive amistosos), no Brasil e também no Exterior, seja o clube mandante ou visitante.

Nestas datas, todos terão que frequentar instituição a ser determinada pela Central de Penas e Medidas Alternativas.

No caso de descumprimento, o infrator será imediatamente encarcerado para cumprimento do que restar da pena em regime semi-aberto, segundo o juíz Paulo de Abreu Lorenzino:

“(…) tendo em vista a gravidade em concreto da conduta, eis que os réus estavam armados com cabos de madeira com pregos na extremidade prontos para qualquer tipo de embate. Ademais, é cedido que este tipo de comportamento em estádio de futebol, em seus arredores ou no trajeto de ida ou volta do evento esportivo pode tomar grande proporções e gerar eventos fatais.”

“Assim, outro regime não atenderia as finalidades da pena, quais sejam, reprovação da conduta e prevenção de novas infrações na medida em que, repita-se, os réus são membros de torcida organizada que tem como uma de suas finalidades à pratica de violência.”

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Retina humana é muito melhor do que uma câmera

Retina é sensível, tem sistema de autofoco e entrega a imagem limpa e corrigida

Da FOLHA

Por SUZANA HERCULANO-HOUZEL

Ela é sensível a níveis de luz que variam 100 trilhões de vezes em intensidade, da escuridão quase completa ao clarão da areia de uma praia ensolarada; vem com um sistema de autofoco que trabalha impecavelmente por cerca de quatro décadas e ainda sabe fazer ajustes locais no contraste, de modo que nenhuma parte da imagem ficará queimada quando outra ainda estiver escura.

Mais do que isso: entrega o resultado já pré-processado, limpo e filtrado, com cores corrigidas, e tem resolução ultraelevada na parte mais importante da imagem. Conta ainda com uma capa que fecha automaticamente ao menor risco de arranhão.

Que câmera é essa? Sua retina, no fundo de cada olho. Como se não bastasse, ela ainda vem com um relógio interno embutido, que ajusta a sensibilidade do detector de acordo com a hora do dia mas também a luminosidade do ambiente.

Assim como comparar o cérebro a um computador não faz jus à biologia, que com o tempo torna o cérebro cada vez mais ajustado ao que de fato faz em cada usuário, ainda está para ser criada uma câmera que seja páreo para o par que trazemos na cabeça (que, por ser um par, ainda permite visão estereoscópica, em 3D).

Também, pudera: tecnicamente, a retina, formada por células organizadas em dez camadas, é parte do cérebro. Extrovertida para as órbitas durante o desenvolvimento, é verdade –mas parte do cérebro ainda assim, formada a partir do mesmo primórdio que dá origem ao hipotálamo, estrutura que controla a fisiologia do corpo, inclusive a produção de hormônios.

Como parte do cérebro que é, a retina se conecta diretamente a ele e também tem uma circuitaria digna de córtex cerebral. Muito mais do que os meros detectores de uma câmera, a retina possui um circuito interno rico e intricado que leva cerca de 40 milissegundos pré-processando a informação que chega na forma de luz.

Só então o resultado é informado tanto ao córtex visual, que permite a formação de uma imagem acessível à consciência, quanto aos colículos, em outra parte do encéfalo, que reposicionam os olhos ao menor sinal de movimento, sem que precise se pensar a respeito.

Assim como o estado normal do cérebro é alternadamente acordado ou adormecido, dependendo da combinação de moduladores que o banham, também a retina recebe do seu irmão, o hipotálamo, fibras com histamina, as mesmas que mantêm o cérebro acordado. Só falta agora alguém descobrir que a retina não só se cobre com as pálpebras à noite como ainda dorme…

Conselho confirma impugnação de Paulo Garcia no Corinthians

O presidente do Conselho Deliberativo, Gilherme Strenger, confirmou a impugnação da candidatura de Paulo Garcia à presidência do Corinthians, solicitada em parecer da Comissão Eleitoral alvinegra.

O dono da Kalunga é acusado de comprar votos no Parque São Jorge.

Garcia, inconformado, diz que irá recorrer.

Mas há quem acredite que possa abandonar a candidatura, por conta do tempo estreito para reverter, na Justiça, decisão que, seja qual for a sentença, deverá ser recorrida pelas partes.

Facção criminosa “Independente” é condenada a pagar R$ 178 mil à Prefeitura de Mogi das Cruzes

No dia 17 de janeiro de 2016, o São Paulo venceu a equipe do Rondonópolis, por quatro a zero, em partida disputada em Mogi das Cruzes, pela Copa São Paulo de Juniores.

À ocasião, membros da facção criminosa Independente orquestraram, como de costume, grande confusão, que resultou em feridos e prejuízos ao Município.

Após diversas tentativas de reparação, a Prefeitura de Mogi ingressou com ação judicial contra a Independente e também o Tricolor.

A 2ª Vara de Família e Sucessões de Mogi das Cruzes, em decisão do juíz Robson Barbosa Lima, condenou os “torcedores”, mas absolveu o São Paulo Futebol Clube, a pagar R$ 68.176,67 por danos materiais, acrescidos de R$ 100 mil a título de Danos Morais coletivos, que, corrigidos desde a data da confusão atingem R$ 178 mil.

Facilitou a decisão da Justiça, um ato de absoluta burrice da “organizada”, que, apesar de se defender negando as acusações, esqueceu no ar, em seu site, Nota Oficial com o seguinte trecho:

“(Independente) tem total responsabilidade do incidente ocorrido em MOGI DAS CRUZES, amanhã entraremos em contato com a prefeitura de cidade de Mogi. Parcelaremos essa dívida”

Nunca entraram.

Mas a mentira, midiática, acabou por se transformar em verdade, servindo como prova principal para condenar a facção criminosa.

Se vencer as eleições, Andres Sanches colocará Duílio “do Bingo” como Diretor de Futebol

No mesmo dia em que o Blog do Paulinho revelou que o gerente de futebol da Ponte Preta, Gustavo Bueno, estava acertado com o candidato Andres Sanches para, no caso de vitória eleitoral no Corinthians, assumir o lugar de Alessandro, a ESPN Brasil questionou o deputado sobre o assunto.

Nervoso, apesar de negar a informação, o parlamentar deixou escapar o que, há tempos, vinha escondendo: o nome de seu diretor de futebol.

Trata-se de Duílio “do Bingo”, ou do ‘Pato”, investigado criminalmente nos EUA e também no Brasil.

No exterior, por rolos envolvendo ocultação de valores em transações com jogadores; aqui por esquemas do período em que os “Monteiro Alves” eram (?) “bingueiros”.

Para avaliar melhor a capacidade de estrago que a dupla pode vir a ocasionar no Corinthians, vale a pena relembrar detalhes da transferência de Alexandre Pato, em duas matérias publicadas no ano de 2015, com farta documentação comprobatória:

Detalhes (com documentos) da criminosa transferência de Alexandre Pato para o Corinthians

Gilmar Veloz, Roberto de Andrade, Mario Gobbi, Adriano Galliani e Duilio Monteiro

(Gilmar Veloz, Roberto Andrade, Gobbi, Adriano Galliani (Milan) e Duílio do Bingo)

VERSÃO OFICIAL

Em dezembro de 2012, o Corinthians acertou a contratação de Alexandre Pato, que assinou contrato apenas em 14 de janeiro de 2013, apesar de, na virada do ano, o então diretor de futebol, Roberto “da Nova” Andrade, já comemorava.

https://blogdopaulinho.com.br/2015/01/29/em-janeiro-de-2013-roberto-da-nova-andrade-comemorou-contratacao-de-pato-pelo-instagram/

Até hoje o negócio não foi explicado, adequadamente.

O Milan queria emprestar, de graça, apenas em troca de salários, mas o Corinthians decidiu, por razões obscuras, pagar R$ 42 milhões por 100% dos direitos, repassando, depois, 40% ao jogador.

Sobrou para o Timão, por consequencia, 60%, equivalentes a R$ 25,2 milhões.

O salário acertado, R$ 800 mil mensais, foi dividido da seguinte maneira: R$ 300 mil pela CLT, outra parte, R$ 500 mil, para uma empresa denominada SIL Serviços Internacionais de Imagem Ltda.

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Após o empréstimo para o São Paulo, o Tricolor foi incumbido de pagar a parte da CLT, enquanto o Corinthians, apesar de ceder, temporariamente, os direitos de imagem (na verdade, uma jogada para disfarçar salário e não pagar impostos), seria ainda o responsável pelas devidas mensalidades.

No documento apresentado ao Tricolor, além do Timão, duas empresas surgem como detentoras dos direitos de imagem de Alexandre Pato: Sil Serviços e Chaterella Investors Limited.

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Esta a versão oficial do negócio.

Confira, nas próximas linhas, o que de fato ocorreu, com farta documentação comprobatória.


A “PROVIDÊNCIA” QUE COLOCOU DINHEIRO DO CORINTHIANS NO BOLSO DE SEUS DIRIGENTES

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(Duílio “do Bingo” Monteiro Alves, na sede da Providence, em Miami)

O Corinthians, na virada de 2012 para 2013, após acerto com o Milan, em reuniões protagonizadas pelo dirigente italiano, Adriano Galliani, e pelos brasileiros, Gilmar Veloz, Duílio Monteiro Alves e Andres Sanches, acertou a compra de 100% do jogador Alexandre Pato, por 15 milhões de Euros.

Porém, destes, o Milan recebeu apenas 10 milhões de Euros, com o restante sendo dividido (com anuência do atleta) entre os demais participes da operação.

A engenharia se deu da seguinte maneira:

–  10 milhões de Euros do Milan foram transferidos pelo Tottenham, da Inglaterra (equipe fortemente “influenciada” pelo iraniano Kia Joorabchian), por intermédio da Providence Financial Investiments Inc. (de Londres)filial de um grupo financeiro com 21 escritórios registrados (nem todos existentes) em doze países, muitos dos quais paraísos fiscais.

– o dinheiro era fruto da venda de Paulinho para a Inglaterra, intermediada por Kia Joorabchian, que sequer passou pelo Parque São Jorge, sendo utilizado para a contratação de Alexandre Pato.

– a NIKE adiantou os outros 5 milhões de Euros (do patrocínio alvinegro), que, supostamente deveriam ter sido pagos ao Milan, para outra filial da Providence, em Miami, localizada em 240 Crandon Blvd, Suite 228 (o leitor mais atento percebeu que, desde o ano passado, temos publicado a foto de Duílio, com o bolo, comemorando aniversário no local).

– do montante, quase R$ 17 milhões foram divididos entre Pato, seus parceiros, o dirigente do Milan e os cartolas corinthianos.

– Duílio, como dono da filial de Miami (comprovaremos, a seguir), foi um dos agraciados, Andres Sanches, para evitar suspeitas, mandou o filho Lucas Sanchez para os EUA, e este, como “laranja”, seguindo ordens, recebeu e tratou de investir o montante nos EUA, comprando apartamento e ingressando na sociedade do bar “Paris 6”, que tem Emerson Sheik como um dos proprietários.

– Há suspeitas de que o atual presidente do Corinthians, Roberto “da Nova” Andrade, à época diretor de futebol, e o delegado Mario Gobbi, tenham feito parte da “partilha”, mas, apesar de ser pouco crível que nada receberam, não há, pelo menos ainda, como comprovar.

O blog entrou em contato com o Tottenham, que confirmou o pagamento de 10 milhões de Euros ao Milan, porém, sem detalhar a maneira como foi realizado.

Também procurados, Milan e Corinthians não responderam.


AS EMPRESAS DA RUA FIDÊNCIO RAMOS, nº 223

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Duílio Monteiro Alves, o Duílio “do Bingo”, responde a diversos processos (criminais, civeis e fiscais), por práticas relacionadas a jogatina (suas contas, todas, estão bloqueadas), situação que impede, oficialmente, que movimente dinheiro ou constitua empresas em seu nome.

Porém, através de “amigos”, o ex-diretor do Corinthians associou-se a um escritório, na rua Fidêncio Ramos, nº 223, que serve de base para diversos “empreendimentos”, alguns verdadeiros, outros apenas de “fachada”.

Entre os quais, está a PROVIDENCE MIDIA, IMPORTAÇÃO, EXPORTAÇÃO, SERVIÇOS E EVENTOS DO BRASIL LTDA, com nome fantasia de “PROVIDENCE MEDIA”, CNPJ: 12.643.988/0001-96, constituída em 16 de agosto de 2010, em nome de Antonio Carlos de Godoy Buzaneli (sócio de Duílio) e Thaisa Andreone de Souza, com telefone (11) 3054-4858 (guarde este número)

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Em 24 de abri de 2012, surgiu, no mesmo endereço, a PROVIDENCE FOMENTO MERCANTIL INVESTIMENTOS E PARTICIPAÇÕES LTDA., CNPJ: 15.580.261/0001-03, que repetiu o sócio Antonio, mas inseriu como outra sócia a PROVIDENCE GLOBAL LIMITED, localizada na Ilha de Guernsey, conhecido Paraíso Fiscal.

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Abaixo, trecho de memorando executivo da PROVIDENCE FINANCIAL INVESTIMENTS INC. (utilizada para pagamento do Milan), indica as “Providences” de Miami e São Paulo (ambas de propriedade, oculta, de Duílio Monteiro Alves) dentre as que integram seu “conglomerado”:

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No dia 01 de abril de 2013, Duílio “do Bingo”, em sociedade com Luis Claudio Angulski de Souza (único com nome no papel) e Marcelo Frisoni (ex-marido de Ana Maria Braga), montou a LCS Assessoria e Eventos Eireli, por razões óbvias, também na rua Fidêncio Raamos, nº 223.

Mas, sempre atento a não deixar rastros, o ex-diretor do Corinthians não contava com uma briga, em fevereiro de 2015, que foi parar na Justiça, com a cantora Alline Rosa, que escancarou publicamente sua participação no negócio.

Diversas publicações citaram Duílio como proprietário da empresa (íntegra no link abaixo):

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“(…) a cantora fora vítima de grave dano à sua carreira e imagem devido à gestão da LCS”, comandada pelos empresários Luiz Cláudio Souza, Duilio Monteiro Alves e Marcelo Frisoni, ex-marido da apresentadora Ana Maria Braga.”

Configurou-se, enfim, a ligação do alvinegro com as empresas (já conhecida nos bastidores), para o público em geral.

Para não perder o hábito (do ex-dirigente alvinegro), no último dia 10 de junho de 2015, a CAIXA ECONÔMICA FEDERAL, ingressou com ação contra a LCS ASSESSORIA, na Justiça Federal, por calote de R$ 77,4 mil.


PROVIDENCE, BPA E A “IMAGEM” DE ALEXANDRE PATO

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A primeira PROVIDENCE, originou-se em Miami, no ano de 2004, proveniente da BPA ASSOCIATES INVESTIMENT & TRADING COMPANY (mudou para Previdence em 2006), fundada pelo sócio de Duílio Monteiro Alves, ANTONIO BUZANELI (donos das outras “PROVIDENCE” descritas) e JOSE ORDONEZ.

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Recentemente, a “PROVIDENCE”, ao ser questionada, pelo UOL, se cuidava da carreira de Alexandre Pato, respondeu que havia feito apenas um trabalho anterior de “imagem”, mas que não mais mantinha vínculo com o atleta, então no Corinthians.

Mentiu.

Abaixo o leitor observa foto promocional do jogador, já com a camisa do São Paulo (em data posterior aos questionamentos) com a marca d’água da “BPA”, de propriedade da “Providence”, comprovando a ligação atual do atleta com o grupo do qual faz parte Duílio “do Bingo”.

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No documento a seguir, note, entre os dados da BPA, o numero de telefone (11) 3054-4858, e o endereço, rua Fidêncio Ramos 223, os mesmos da “Providence”:

telefone 1


AS LIGAÇÕES DA “PROVIDENCE” COM O TOTTENHAM, DA INGLATERRA

providence - paul miller

Não foi a toa que o Corinthians negociou o jogador Paulinho para o Tottenham e depois pediu para o clube inglês, em vez de mandar o dinheiro para o Brasil, utilizá-lo para quitar a pendência com o Milan pela aquisição de Alexandre Pato.

A intenção, óbvia, era a de que a grana rodasse pelo exterior, fugindo da fiscalização nacional.

Outro fator que pesou na decisão de negociar com o Tottenham, além da influência de Kia Joorabchian (empresário de Paulinho) no clube, foi o fato de um de seus dirigentes, PAUL MILLER (foto), ser também diretor da PROVIDENCE FINANCIAL INVESTIMENTS INC., a intermediária do negócio.

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Alias, mais do que isso, Paul Miller é tratado como “embaixador” da Providence na Inglaterra, onde emprestou seus conhecimentos adquiridos enquanto executivo do BANK INTERNATIONAL LUXEMBOURG, em que tinha a função de comandar um setor denominado “Sport’s BANK”, que dispensa maiores explicações.

No Tottenham, além de dirigente, Paul Miller foi dos mais destacados zagueiros, tendo disputado 300 jogos, conquistando duas FA Cups (1981 e 1982), e também a Copa da UEFA de 1984.


ANDRES SANCHES, O FILHO “LARANJA” E A FUNCIONÁRIA DE DUÍLIO “DO BINGO”

Mariana Tostes - Providence

No mesmo período em que se deu a transação de Alexandre Pato com o Corinthians, como por encanto, LUCAS GOMES NAVARRO SANCHEZ, à época com 21 anos, teria convencido o pai, ANDRES NAVARRO SANCHEZ, ex-presidente do clube, de que precisa “estudar” no exterior, em apartamento de frente para o mar, na bela Miami.

Esta era a versão oficial para um jovem que nunca trabalhou, e pouco estudou, ser enviado, sem despertar suspeitas, para uma missão importante, sob ordens familiares.

Lucas viajou com MARIANA TOSTES (foto), funcionária da PROVIDENCE, de São Paulo, por consequencia, de Duílio do Bingo, e, nos EUA, recebeu o dinheiro da transação de Pato (a parte do pai), para depois, sob orientação, investir no imóvel que mantém residência, no exterior, e também numa sociedade com o bar “Paris 6”, com outros brasileiros, entre os quais o jogador Emerson Sheik, a ex-de Neymar, Bruna Marquezine e o ator Murilo Rosa.

Mariana Tostes - face 1

Na foto abaixo você vê Lucas Sanchez comemorando a sociedade, em Miami, com o protagonista do “selinho” de Sheik, também empreendedor do negócio.

paris 6 - miami - com izaac azar

Por falar em festa, o filho de Andres Sanches aproveitou a ocasião, e o dinheiro (do Corinthians) no bolso, para curtir a noitada de Miami com a belíssima Mariana Tostes (da Providence) com direito, até, a uma “esticadinha” à Europa, mais precisamente na Ucrânia.

Mariana Tostes - lucas sanchez 1Mariana Tostes - lucas sanchez 2

Por deslize, certamente, o pai, Andres Sanches, esteve, no dia 16 de abril de 2013, no Royal Clube, junto com MARIANA TOSTES, e também com MARCOS BUAIZ (sócio de RONALDO “FENÔMENO) participando do “Baile Royal”, evento promovido pela “PROVIDENCE”.

Mariana Tostes - andres 1

Em retribuição, Sanches permitiu que a funcionária de Duílio do Bingo visitasse as obras do “Fielzão”:

Mariana Tostes - arena 1


ALEXANDRE PATO E GILMAR VELOZ CRIAM EMPRESA DE FACHADA (EM NOME DE SÓCIO DO JOGADOR) PARA RECEBER SALÁRIOS DO CORINTHIANS

pato e veloz

Constituída apenas em 10 de abril de 2013, três meses após Pato assinar com o Corinthians, a SIL Serviços Internacionais de Imagem Ltda, CNPJ: 17.903.350/0001-60, tem como proprietários (no papel), a Chaterella Investors Limited e o advogado José Raupp Sebastião, amigo pessoal e sócio do jogador (também do empresário Gilmar Veloz).

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Em contrapartida, no sentido inverso, a Chaterella, CNPJ: 05.417.776/0001-25, constituída em 04 de dezembro de 2002, tem como sua proprietária a SIL Serviços (da qual também é dona), fundada onze anos depois.

Ou seja, todos são a mesma empresa.

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Porém, enquanto a Sil Serviços está localizada à Rua das Flores nº 105, a Chaterella tem como localização a International House Saint Katharines Way, 1, London, E1W, 1un, na Inglaterra.

Os dois endereços, porém, são falsos, ou melhor, existem, mas não sãos das referidas.

Na Rua das Flores, estão direcionados diversas empresas que tem como proprietário o advogado José Raupp Sebastião, algumas de fachada, como a Sil, outras não, como um escritório de contabilidade.

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Raupp (foto) conheceu Pato no Internacional, clube do qual é associado nº 07950400, e até já concorreu ao Conselho.

Ambos são sócios, na empresa AP89 – Participações e Empreendimentos Ltda,, CNPJ: 13.590.236/0001-77, aberta em 20/04/2011, conforme comprova documento abaixo:

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Antes de exercer as diversas “atividades” de “empresário” sem empresa (apenas no papel – são nove ao todo), muitas das quais com previsíveis problemas judiciais, e de ajudar os amigos famosos, o advogado foi condenado, em 02 de julho de 1973, a um ano e dois meses de reclusão, por falsificar guias de recolhimento do INPS.

Fugiu para não ser preso, foi para a Inglaterra (onde conheceu a Chaterella) ressurgindo depois, após a prescrição.

jose rauppsil 6

raupp sócio inter 2014 apto a votar

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Ou seja, em resumo, a empresa Sil, pela qual Pato recebe seus vencimentos no Corinthians, nada mais é do que uma fachada do próprio jogador com seu empresário, ajudados por um amigo das antigas, com anuência doutra fachada, registrada em território inglês, mas com extenso histórico de falcatruas ligadas a jogadores de futebol.


CHATERELLA E SUAS DIVERSAS COMPLICAÇÕES JUDICIAIS

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Apesar de possuir data oficial de fundação em 2002, a Chaterella Investor Limited é originária doutra empresa de “fachada”, a Finman Internacional Corporation, anteriormente localizada no Panamá.

Apresenta, além do endereço referido no início da matéria, diversos outros, trocados ano a ano, nenhum deles verdeiros.

Se no Brasil é a Sil Serviços, que, ultimamente, tem se apresentado (no documento) como proprietária, na Inglaterra, e noutros paraísos fiscais, três uruguaios surgem, frequentemente, como “diretores”, sendo mais conhecido o nome de Gustavo Daniel Chaves Mantaras.

Mantaras surgiu também no Brasil, anos atrás, envolvido num escândalo de superfaturamento de materiais, com outra empresa, a Kentish International Traders Ltd., das Ilhas Virgens Britânicas, em venda sem licitação para o TCE-CE.

Seu nome aparace, também, junto com a Charetella, na investigação promovida pelo MP de Portugal, em que o treinador Luis Felipe Scolari, o Felipão, foi acusado de receber, por intermédio da “fachada”, 7 milhões de Euros, pagos pela Confederação Portuguesa e por dois bancos locais (BPN e CGD).

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Outra confusão importante da Chaterella se deu durante a rescisão do contrato da JBS, dona da marca FRIBOI, com o cantor Roberto Carlos, que fazia comercial do produto.

Descobriu-se que, dos R$ 42,5 milhões acertados com o Rei, R$ 20 milhões eram pagos, em dólar, no exterior, por intermédio da Charetella.

http://www.opopular.com.br/editorias/economia/fim-da-hist%C3%B3ria-do-rei-com-a-friboi-1.707004

Com auxílio do amigo José Raupp (da SIL, dona da Chaterella), Alexandre Pato seguiu o exemplo do amigo Juninho Pernambucano (que desde 2003 já se utilizava da empresa) não apenas para receber seus rendimentos, como também no registro de seu nome como “marca”, em 17 de agosto de 2010, na comunidade européia.

chaterella gustavo 1

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Por falar em Juninho Pernambucano, no período em que reinava no Lyon, o jogador, ao lado do companheiro Edmilson, também envolveu-se em problemas judiciais pela associação com a Chaterella, em processo que o leitor confere, na íntegra (em francês) no link abaixo:

Julgamento Juninho e Edmilson


OPOSIÇÃO DO CORINTHIANS QUESTIONOU SOBRA A “PROVIDENCE”, MAS DIRETORIA DISSIMULOU

citadini e roberto

Em setembro de 2014, a então oposição do Corinthians, em carta assinada por Roque Citadini, Antonio Rachid, Emerson Piovezan, Francisco Papaiordanou Jr, Luiz Sergio Scarpelli , Paulo Garcia , Osmar Stabile e Valdemar Pires, após receber informações de bastidores de que dirigentes do clube (Duílio e Andres) levaram dinheiro na contratação de Pato, questionou a diretoria sobre o assunto.

Bem informados, citaram a “PROVIDENCE”:

“(…) com o intuito de esclarecer definitivamente e encerrar esta questão do atleta citado, solicitamos a V.Sa. informar se algum pagamento foi efetuado a empresa Providence Media, localizada na Rua FIDÊNCIO RAMOS nº 223, CNPJ 12.643.988/0001-96 – telefone, (11) 3054-4858, empresa essa que atualmente tem também sede em Miami.

Tal solicitação deve-se ao fato de que esta empresa informava ao mercado e a mídia em geral ser encarregada pelo “marketing” de preparação para a chegada do atleta Alexandre Pato, além de anunciar também publicamente, ser a responsável por toda a carreira do jogador.

Além de eventual pagamento realizado diretamente pelo clube, solicitamos também informar se a Nike descontou do Corinthians algum valor para a esta empresa e/ou relativamente a negociação com Alexandre Pato.”

A diretoria do Corinthians dissimulou, disse não ter pagado nada à Providence, mas não alertou os conselheiros, por razões evidentes, de que havia solicitado ao Tottenham que o fizesse.

No final de 2014, o dono da Kalunga, Paulo Garcia, insinuou, publicamente, que contaria tudo o que sabia sobre o negócio “Alexandre Pato”, acusando, em tiro certeiro, o ex-diretor Duílio Monteiro Alves de se beneficiar da transação.

Depois, talvez convencido por Andres Sanches (de quem se aproximou e financiou campanha eleitoral), um dos que levaram dinheiro com o negócio, escutou, calado, a uma réplica, com direito a desafio, de Duílio, sem que, na sequencia, mesmo sendo abordado pelo associado Ciborg (que pediu as provas para levar ao MP-SP), tomasse, com o perdão do trocadilho, qualquer “providência”.


Em contrato, Pato cedeu imagem gratuitamente ao Corinthians (confira documento, na íntegra)

pato

“(…) Em face do previsto na legislação vigente, o atleta licencia GRATUITAMENTE o uso de seu nome, imagem e apelido esportivo para fins de incorporação ao acervo desportivo e histórico do clube, BEM COMO A EXPLORAÇÃO COMERCIAL de sua imagem pelo próprio clube, em suas iniciativas, explorações e produtos, durante a vigência deste contrato (…)”.

Publicamos, ontem, detalhes obscuros, até então, que envolveram as negociações para a contratação do jogador Alexandre Pato, pelo Corinthians, além das manobras do atleta para maquiar o recebimento de salários.

Em resumo, o clube pagou 10 milhões de Euros ao Milan (dos 15 milhões divulgados), por intermédio do Tottenham, da Inglaterra (quitando a contratação do jogador Paulinho), que utilizou-se da offshore PROVIDENCE, de propriedade de sócios do ex-diretor de futebol adjunto do Corinthians, Duílio Monteiro Alves, o Duílio do Bingo.

Os outros 5 milhões de Euros foram pagos pela NIKE (em adiantamento de recebíveis) para a filial de Miami da PROVIDENCE, também ligada ao dirigente alvinegro, que foram rateados entre os participes da operação, desde o jogador (Pato), seu empresário (Gilmar Veloz), até o ex-presidente Andres Sanches (que recebeu o montante por intermédio do filho, Lucas Sanchez, de 22 anos).

Contamos, também, que para receber parte de seus salários, desobrigados de pagar tributos trabalhistas, Pato e seu agente utilizaram-se de duas empresas de “fachada”, Chaterella Investor e Sil Serviços, ambas em nome de um sócio e amigo do jogador.

Mais detalhes, documentos e provas podem ser conferidos no link abaixo:

https://blogdopaulinho.com.br/2015/06/19/detalhes-com-documentos-da-criminosa-transferencia-de-alexandre-pato-para-o-corinthians/

Mas há ainda mais a ser contado, nas próximas linhas, com a exposição, na íntegra, do contrato de trabalho do jogador com o Corinthians.


ANÁLISE DO CONTRATO DE ALEXANDRE PATO COM O CORINTHIANS

pato corinthians

Assim que tivemos acesso ao contrato assinado pelo atleta Alexandre Pato com o Corinthians, logo de cara, a clausula que mais chamou a atenção, até pelo processo trabalhista que o jogador move contra o clube (em que pede rescisão, tratando direitos de imagem como salários) foi a 11ª, localizada na 4ª Folha, no item “clausulas extras”:

“(…) Em face do previsto na legislação vigente, o atleta licencia GRATUITAMENTE o uso de seu nome, imagem e apelido esportivo para fins de incorporação ao acervo desportivo e histórico do clube, BEM COMO A EXPLORAÇÃO COMERCIAL de sua imagem pelo próprio clube, em suas iniciativas, explorações e produtos, durante a vigência deste contrato (…)”.

Levando-se em consideração que o valor estipulado, oficialmente (na primeira folha), como vencimentos, é de R$ 300 mil mensais, e que, pelo que se observa no texto exposto, o jogador cede, de graça, os direitos de imagem (inclusive para exploração comercial), não se justifica o Corinthians pagar R$ 500 mil a mais para as empresas SIL e Chaterella, por itens que o atleta, expressamente, abriu mão de receber.

Tudo leva a crer em manobra subterrânea, sabe-se lá por quais objetivos.

Na mesma clausula, observamos, ainda:

“(…) eventual utilização da imagem do atleta para fins publicitários, alheios aos estabelecidos nesta clausula, como publicidade em favor de terceiros, somente será permitida mediante a celebração de instrumento contratual próprio, que estabelecerá os termos e condições da licença de uso de imagem para fins publicitários, QUE NÃO SERÁ CONSIDERADA VERBA SALARIAL”.

Há neste trecho duas vertentes a serem consideradas:

– a primeira é a brecha, com a conivência do clube, para a formalização de contrato à parte para que o jogador receba os salários disfarçados de imagem;

– depois, de maneira surreal, Pato desvincula o referido documento de qualquer interpretação salarial, em discurso absolutamente oposto ao que proferiu na Ação Trabalhista impetrada contra o Corinthians.

Porém, há outra clausula, a TERCEIRA, que, em sua “letra C”, levando-se em consideração as informações de constantes atrasos de pagamentos do Corinthiansclaramente o favorece:

“São obrigações do clube: pagar-lhe o salário fixo ou variável, nos termos deste contrato e DENTRO DOS PRAZOS LEGAIS”.

Em “clausulas extras” no “item 3″‘, o Corinthians se obriga a pagar pesada indenização ao jogador (a soma dos salários até o fim do contrato), em caso de rompimento unilateral do vínculo.

É estranho, também, o “item 8”, das mesmas clausulas extras:

“Em razão de específica negociação entre as partes ora contratantes, 15% da remuneração paga mensalmente pelo clube se refere à utilização pelo atleta do material esportivo (…) que lhe for fornecido e determinado pelo Sport Club Corinthians Paulista (…)”.

Ou seja, o jogador cobrou, R$ 45 mil mensais (tomando por base os R$ 300 mil em carteira) para vestir o uniforme de seu local de trabalho.

A multa contratual estipulada para transferência nacional é de R$ 100 milhões, enquanto para equipes estrangeiras o valor a ser cobrado seria de 50 milhões de EUROS.

Por fim, é inverídica a informação, confirmada a jornalistas por dirigentes do Corinthians, sobre a existência de uma cláusula obrigando o clube a pagar R$ 30 mil mensais a Alexandre Pato como “auxílio moradia”.

Se, de fato, este pagamento está sendo efetuado, é a margem do contrato firmado entre as partes.

CLIQUE NO LINK ABAIXO PARA TER ACESSO À INTEGRA DO ACORDO ENTRE ALEXANDRE PATO E CORINTHIANS (SEM AS EDIÇÕES DA MATÉRIA)

Contrato Pato Corinthians

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Fluminense no triste caminho da irrelevância

Ontem, em partida do Campeonato Carioca, o Fluminense levou apenas 448 pagantes na vitória contra o Madureira, por dois a um.

Nada justifica tamanho vexame.

Não por acaso, o clube entrou num ciclo de resultados ruins, assim como ocorreu com a Portuguesa, após o fatídico, e mal explicado, episódio que resultou no rebaixamento da equipe paulista e salvou os cariocas da degola.

Desde então, nada revelante aconteceu.

Se antes, no período em que os estaduais eram importantes, o Fluminense foi protagonista do futebol brasileiro, tão grande a ponto de, culturalmente, por conta do Fla-Flu, até hoje ser lembrado quando grandes embates são apelidados, nos dias atuais o clube apresenta decréscimo de significância, perdendo torcedores, audiência, dinheiro e montando equipes de fazer corar o adepto mais tradicional.

Mais conhecido pelos grandes jogadores do passado do que pelas conquistas, inexistentes internacionalmente, apesar de, no Brasil, possuir importantes três campeonatos nacionais (o último em 2012), o Flu caminha, se não conseguir, através de gestão eficiente, apresentar-se como atrativo ao novo torcedor, à inviabilizar-se no futuro, como demonstram, claramente, suas médias de público recentes.

Federer é o Pelé do tênis e parece não haver limite para sua glória

Da FOLHA

Por JUCA KFOURI

Você sabe, rara leitora, raro leitor: Roger Federer tem 36 anos, é suíço, acaba de vencer seu 20° torneio de Grand Slam, o sexto na Austrália, e é o primeiro homem a chegar a tal marca, embora três mulheres extraordinárias tenham atingido as mágicas duas dezenas: a australiana Margaret Court, 24 vezes, a alemã Steffi Graf (22) e a americana Serena Williams (23).

Entre os homens quem mais perto está dele é o espanhol Rafael Nadal, com 16 títulos em torneios de Grand Slam.

Se você gosta de tênis há de saber que Federer ganhou uma vez em Roland Garros, cinco vezes o Aberto dos Estados Unidos e mais oito vezes em Wimbledon, os torneios que junto ao Aberto da Austrália compõem o chamado Grand Slam.

Vi Federer jogar in loco apenas uma vez, em Wimbledon, na Olimpíada de Londres, numa batalha inesquecível de 4h26m, recorde em jogos de três sets na história da chamada Era Aberta do tênis, contra o argentino Juan Martín del Potro.

O suíço ganhou por 2 a 1, com 3/6, 7/6 e 19/17 nas semifinais, em busca do ouro que terminou por não conseguir, derrotado pelo escocês Andy Murray.

Jamais tinha ido ao santuário de Wimbledon ou estado numa quadra de grama.

E fui para torcer pelo suíço, do mesmo modo que queria testemunhar o primeiro ouro olímpico do futebol brasileiro, então frustrado.

Desejava que ele conquistasse uma glória que, individualmente, lhe faltava, porque, em Pequim, em 2008, tinha conquistado o ouro em duplas, assim como seria campeão da Taça Davis em 2014.

Quase acabei torcendo por Del Potro porque os ingleses não torciam a favor do europeu, mas contra o argentino, como se ele tivesse nascido nas Ilhas Malvinas que eles chamam de Falkland.

Para ajudar, ou atrapalhar, cada vez que a bolinha parava, um radialista portenho entrava no ar em altos brados da tribuna de imprensa anunciando o andamento do placar, e quando o ponto era do conterrâneo gritava mesmo. As vaias vinham na mesma altura e Potro pagava o pato.

Depois do jogo extenuante, sob o sol londrino que queima tanto quanto o paulistano, vi Federer cercado de fãs dando autógrafos e fazendo selfies, um cavalheiro a esbanjar simpatia e reconhecimento aos que o têm como ídolo. Não são poucos, o mundo o idolatra pois é impossível não admirá-lo.

A perda do ouro inédito no jogo seguinte parecia suficiente para encerrar a carreira de quem, trintão, já havia conquistado tudo como profissional -lembre que o prêmio na Olimpíada é a medalha, vale ouro, não euro.

Mas o relógio suíço não parou mesmo já sendo considerado o melhor de todos os tempos, superior ao lendário americano Pete Sampras.

Em 2016, perdeu metade da temporada por causa de lesão no joelho Em 2017, para cuidar da parte física, e com problemas nas costas, se limitou a disputar 12 torneios.

Mesmo assim ganhou 7 dos 12, nada mal para quem, 11 anos antes, havia chegado a 15 finais em 16 torneios, com 11 vitórias.

Com a vitória em Melbourne, Federer chegou a 96 títulos. Chegará ao 100°? Quem duvida?

Ele é o Pelé, o Michael Jordan, o Muhammad Ali, Usain Bolt, Michael Phelps, Jessie Owens, o Roger Federer do tênis.

Guerra Insana

Do ESTADÃO

Por ELIANE CATANHÊDE

Ao bombardear a Justiça, PT corre o risco de se isolar e virar grupelho radical

O Judiciário brasileiro avançou ao máximo no combate à corrupção, ao começar a investigar e prender políticos ilustres, mas só agora vira alvo ostensivo de um bombardeio, ao condenar, em primeira e segunda instâncias, o líder mais popular desde a redemocratização, ninguém menos que Luiz Inácio Lula da Silva. Petistas se armam até os dentes e conclamam aliados e militantes para uma guerra insana contra juízes, magistrados e procuradores.

Já no mensalão, as baterias focaram o Supremo, até mesmo contra o ex-ministro Joaquim Barbosa, que foi nomeado por Lula e pode ser tudo, menos tucano ou adversário histórico do PT. Depois, na Lava Jato, voltaram-se para Sérgio Moro, de uma nova geração de juízes, desconhecido e fora do eixo Rio-São Paulo-Brasília.

Barbosa foi atacado enquanto presidia o STF e condenava José Dirceu e outros nomes de peso do PT. Moro passou a personalizar o “mal”, o juiz que persegue politicamente Lula, depois de corajosamente se debruçar sobre a implosão da Petrobrás.

Quem não tem defesa parte para o ataque. Se os advogados de Lula e líderes do PT, MST e MTST não conseguem uma linha de defesa mais consistente do que um refrão – “o triplex não era dele” –, partem para cima do Judiciário e ameaçam incendiar o País. Aliás, com o eco, perigosíssimo, até de ministro do Supremo.

Como não são só o PT e Lula que têm “divergências” com a lei, mas, entre outros, também o MDB, parceiro de chapa e hoje adversário dos petistas e presidindo o País, que tal o PT montar seu exército com Eduardo Cunha, Sérgio Cabral, Geddel Vieira Lima e Henrique Alves no ataque à Justiça?

Afinal, se Lula pode ser preso após condenação em segunda instância (caso do TRF-4), essa turma do PMDB já foi toda parar na cadeia, preventivamente, antes da própria condenação. E o PT pode ainda recrutar Renan Calheiros, líder em processos no Supremo, dissidente do governo Temer e já aliado a Lula.

Passada a ironia, é assim que a Lava Jato avança sobre governadores, ministros, prefeitos, os maiores empreiteiros, os reis da carne e grandes executivos das estatais, com uma penca de presos “ilustres”, mas só agora, diante da condenação de Lula, se arma uma guerra contra o Judiciário.

Uma bravata do emedebista Romero Jucá – “estancar a sangria” –, dita num encontro-lamentação de emedebistas, a portas fechadas, virou um escândalo e gerou até processo, lembram? E o que dizer das ameaças bem mais concretas, feitas pela cúpula e por parlamentares do PT em público?

É uma estratégia perigosa, porque atiça os monstros, e arriscada, porque ataques geram defesa. Quanto mais Lula e o PT ameaçarem juízes e desembargadores, mais eles se unirão. E a sociedade, espectadora, não vai pegar em armas, incendiar nem morrer por um condenado por corrupção, seja ele quem for.

Em nome de uma guerra pró-Lula e contra a Justiça, o PT pode estar jogando fora de vez a sua história, a opinião pública e os fundamentais apoios que colheu para eleger Lula em 2002 e torná-lo o presidente mais popular após a redemocratização.

Ok, o PT gosta de se contrapor teoricamente ao mercado, mas os bancos nunca tinham lucrado tanto neste País como nos governos Lula e, agora, a Bolsa bate recorde e o dólar cai após o aumento da pena de Lula. A perda dos bancos, sempre tão pragmáticos, pode indicar que o PT se isola e caminha para se tornar um grupelho de esquerda raivosa.

Isso é péssimo. A democracia brasileira precisa de um contrapeso e uma alternativa como aquele PT que subiu a rampa com a “Carta ao povo brasileiro”, não desse PT que quer explodir rampas e pontes e, diante de tantos alvos, apontar a artilharia logo para a Justiça e o maior combate à corrupção da história.

Comissão Eleitoral do Corinthians é flagrada em favorecimento à campanha de Felipe Ezabella

Miguel Marques e Silva

O Parque São Jorge pegou fogo, ontem, quando uma funcionária do Corinthians, a Sra. Nanci Lopes Lazaro, revelou pedido formal do desembargador Miguel Marques e Silva, Presidente da Comissão Eleitoral alvinegra, para desbloquear quatro eleitores do candidato Felipe Ezabella, então impugnados por suspeita de terem sido beneficiados no episódio da anistia, tratado pelo próprio órgão como “compra de votos”.

A confusão foi grande.

O vice-presidente, André Negão, alertado, partiu para o bate-boca com o desembargador, quase chegando às vias de fato, embate este apoiado por líderes de diversas chapinhas, que acabou por obrigar, sob pressão, à revogação do procedimento, antes mesmo de ter sido levado à cabo.

Não é de hoje que a Comissão Eleitoral vem sendo acusada de pender para o lado de Ezabella, tendo exemplos citados como de favorecimento o não indiciamento, no clube, do candidato por trabalhar como procurador do jogador Elias (vedado pelo Estatuto), além da recente impugnação, ao arrepio da Lei, do adversário Roque Citadini, corrigida à tempo por decisão liminar do TJ-SP.

FATOS E PROVAS

Ontem (27), às 12h44m, a funcionária do Corinthians, Sra. Nanci Lopes Lazaro, recebeu email do desembargador Miguel Marques e Silva com seguinte teor:


Boa tarde, Nanci

Esses associados que o Claudio V. Maria está se referindo, pagaram em dinheiro próprio naquela data da reativação. Se efetuarem o pagamento complementar, estarão aptos a votar e serem incluídos na lista.

Atenciosamente,

Miguel Marques e Silva


Nanci teria alertado à diretoria alvinegra que o Dr. Miguel, minutos antes, havia solicitado oralmente a operação, e que ela ocorresse sob sigilo, mas, orientada por seus superiores, a funcionária exigiu a ordem por escrito, que se transformou na mensagem eletrônica exposta na matéria.

Claudio “Vila Maria” Romero é notório “carregador de malas” do ex-diretor financeiro do Corinthians, Raul Corrêa da Silva, financiador único da campanha do candidato Felipe Ezabella.

O indício da origem dos recursos para pagamentos da “reativação” dos referidos associados é evidente.

Chama a atenção, também, o fato de Miguel Marques e Silva, a diversos jornalistas, inclusive ao Blog do Paulinho, ter deixado clara a possibilidade de alguns impugnados poderem restabelecer a condição de eleitores, desde que comprovassem a origem, própria, de seus pagamentos, ou seja, por cheque, transferência bancária ou cartão de crédito, mas ter avalizado, conforme comprova o email, pagamento em dinheiro, tratado como “próprio”, sem qualquer possibilidade de comprovação.

CONCLUSÃO

O procedimento de reativação de quatro associados do Corinthians, sem a comprovação inequívoca da origem dos recursos, por intermédio de preposto do financiador de campanha de Felipe Ezabella, autorizado pela Comissão Eleitoral do Corinthians evidencia, ainda mais, a preferência do órgão por determinado grupo político no Parque São Jorge.

A revogação da ordem, minutos após, sob pressão da diretoria alvinegra, além de constrangedora, revela mais um episódio inserido numa sucessão de equívocos, alguns deles reparados somente por interferência judicial.

ATUALIZAÇÃO:

Resposta do Dr. Miguel Marques e Silva:

A Comissão Eleitoral tem se pautada em suas decisões, por obedecer o que mandam as Leis do país, o Estatuto do Clube e o seu Regimento, do qual não houve impugnação por partes das chapas concorrentes.

Não temos preferência por esse ou aquele candidato. Totalmente distorcida sua visão de que estamos pendendo para um deles.

Na verdade, após sermos interpelados pelo Sr. André Luiz, Vice Presidente, e pelo advogado Dr. João de Oliveira, este de maneira respeitosa, chegamos a conclusão de que aquele requerimento fora feito intempestivamente e reconsideramos nossa determinação, ainda ontem a tarde.

Aliás, a lista dos associados aptos a exercerem o direito de voto, será publicada nesta segunda feira, no Site do Clube e em locais no interior deste.

Dorival Junior alfineta diretoria do São Paulo

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“Trellez e Nenê são grandes jogadores, opções apresentadas pela diretoria, opções de mercado. Estávamos trabalhando outros nomes, com outras funções, mas são jogadores que vêm para qualificarmos o grupo. Espero que cheguem bem e façam uma grande competição”

(DORIVAL JUNIOR em entrevista coletiva após a derrota do São Paulo para o Corinthians, por dois a um, ontem, no Pacaembu)


Ao dizer, em entrevista coletiva, que a diretoria do São Paulo contratou jogadores não indicados pela Comissão Técnica, o treinador Dorival Junior claramente alfinetou a gestão de futebol, comandada, desde o início do ano, pelo ex-jogador Raí.

De fato, o procedimento não é o mais adequado.

Jogadores trazidos ao clube em contrariedade a quem os escala, em regra, se não houver atuações inquestionáveis destes atletas durante o período inicial, resultam em problemas.

Se não há, pelo histórico de vida no futebol, razões para desconfiar da honestidade de Raí como gestor do São Paulo,a mesma regra não se aplica a Ricardo Rocha, que exerce o ofício de intermediário, razão pela qual faz-se necessário saber quem, dos dois, foi o responsável direto pelas contratações.

Separar equívoco de sacanagem é fundamental.

Por fim, é sempre bom relembrar que Dorival Junior não se trata, também, de “santo” no meio esportivo, tendo sido apontado algumas vezes como adepto do comportamento “comercial” de indicação de atletas (tem parente, que o agencia, também empresário de jogadores), o que pode, talvez, ser o real motivo de sua indignação.

Urnas Eletrônicas do Corinthians criam nova polêmica no Parque São Jorge

Diferentemente do que havia sido acordado, previamente, entre a Comissão Eleitoral do Corinthians e os candidatos, as urnas eletrônicas das eleições do clube não imprimirão comprovantes de votação.

Trata-se de grande temeridade.

Agravada pelo fato do indicador da fornecedora das urnas ser o diretor jurídico alvinegro, Luis Alberto Bussab, apoiador da chapa capitaneada por Felipe Ezabella, que tem participado ativamente da campanha.

Bussab tem péssima fama na cidade de Guarulhos, ligada à possível manipulação de resultados eleitorais em Sindicatos da região.

Neymar corre o risco de ser comido por sua frivolidade

Da FOLHA

Por JUCA KFOURI

Siga o dinheiro!

O milionário mundo do futebol europeu vive nova turbulência.

Nem passados seis meses da espantosa transação que tirou Neymar do Barcelona e o levou para o PSG, o mercado se agita com a possibilidade de nova transferência estratosférica, agora de Paris para Madri, depois do fim da Liga dos Campeões, em maio.

Reveladora do mercenarismo do craque que saiu mal do Santos, e do time catalão, e se prepara para repetir a dose com o Paris Saint-Germain?

Que ele é louco por dinheiro todos sabemos, mas nem é só de argentarismo que se trata.

É também da superficialidade, da dissimulação, de como se tornou frágil a relação entre os ídolos e seus fãs.

Neymar está na história do Santos, mas não se compara ao lugar que o Rei Pelé ocupa nos corações santistas, mesmo daqueles que não o viram jogar.

Faz parte também da trajetória do Barça, sem comparação com Lionel Messi para não ir longe.

Corre o risco, agora, de passar como cometa pelo PSG, depois de iluminar até a Torre Eiffel.

Se, de fato, for para o Real Madrid, a menos que conduza seu time atual à conquista do campeonato europeu, terá sido um sonho fugaz, sem a grandeza, por exemplo, de Raí, para comparar com outro brasileiro, até hoje ligado ao clube parisiense.

Indo para o time merengue, nem original Neymar será, porque Evaristo de Macedo e Ronaldo Fenômeno viveram a mesma experiência, o primeiro em ponte-aérea direta, o segundo com intervalo de cinco anos.

Evaristo atuou no Barcelona entre 1957 e 1962.

Em 1963 foi jogar no time merengue e lá ficou até 1965, tempo suficiente para virar ídolo também na capital espanhola.

Ronaldo passou só uma temporada, a de 1996/97, entre os blaugranas, brilhou na Inter de Milão por cinco anos e se transferiu para o Real em 2002, onde permaneceu até 2007 e ganhou tudo que era possível ganhar. Não satisfeito em vestir as camisas de maior rivalidade na Espanha, terminou sua carreira europeia no Milan, para desgosto dos torcedores da Inter.

As experiências de Evaristo e Ronaldo podem até servir de atenuantes para o eventual repeteco de Neymar, com a diferença, substancial, de que Neymar ainda não se firmou como ídolo no continente europeu.

Porque se não poderia mesmo concorrer com o argentino Messi na terra de Gaudí, ainda perde para uruguaio Cavani na Cidade Luz.

Alguém já disse que esperteza, quando é excessiva, acaba por engolir o esperto.

Neymar o risco de ser comido por sua frivolidade, incapaz de dizer não às mirabolâncias que lhe são oferecidas, sempre de galho em galho, longe de sossegar o facho.

Por mais gananciosa que seja a dupla Neymar$Pai$Filho, não será apenas por mais prata que a especulada transação poderá se dar, mas para que, no lugar de Cristiano Ronaldo, o craque possa, enfim, chegar ao ponto mais alto do pódio entre os jogadores do planeta bola e no clube mais badalado do universo.

Depois, se ainda não se transferir para algum dos clubes de Manchester, ou para os dois – um depois do outro, é claro -, quem sabe não volte ao Brasil para encerrar a carreira no…Corinthians?

Mais adequado ao seu perfil, impossível.

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