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Coluna do Fiori

fiori - dicunto

FUTEBOL: POLÍTICA, ARBITRAGEM E VERDADE

Fiori é ex-árbitro da Federação Paulista de Futebol, investigador de Polícia e autor do Livro “A República do Apito” onde relata a verdade sobre os bastidores do futebol paulista e nacional.

http://www.navegareditora.com.brEmail:caminhodasideias@superig.com.br

apito limpo

Você pode dizer que sou um sonhador

Mas eu não sou o único

Eu espero que algum dia você junte-se a nós

E o mundo viverá como um só

John Lennon – foi um cantor e um ativista inglês que co-fundou os Beatles

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SAFESP/ Árbitros/ Clubes e INSS

Dando continuidade ao publicado na coluna passada; participo que: na sequencia das respostas às perguntas e colocações que fiz para Arthur Alves Junior, atual Presidente da entidade dos árbitros do futebol profissional do nosso estado, abordei sobre o desconto financeiro efetuado pelos clubes para ser creditado na conta do INSS

Explicou

Que são descontados 20% responsabilidade do clube, 11% parte do árbitro, totalizando 31 % inseridos no borderô, descontados no ato do pagamento aos árbitros que lhes prestou serviço na condição de autônomo

Notificou

Arthur informou que no dia 03/04/2017, enviou correspondência para todos os clubes, informando da obrigatoriedade de repassar para o INSS o desconto total, ou seja 31%, como também que encaminhassem mensalmente a cópia do comprovante do depositado para o INSS

Apropriação indébita

Citou na correspondência que tomando conhecimento e comprovando que o clube não depositou os valores da conta do INSS, teria que tomar providencia, vez que:

No entender do SAFESP, confirmar-se-ia a pratica da Apropriação indébita, conforme Artigo 168 do Código Penal

Norteou

Os árbitros para que consultasse o extrato CNIS – Cadastro Nacional de Informações Sociais, local que informa sobre o recolhido ou não;

Comprovante

Arthur pediu para os árbitros imprimirem o texto da consulta, entregando cópia na entidade para vigorar possíveis ações

Perguntei

Arthur! Recebeu quantas copias?

Resposta

Poucas

Retruquei

Certamente! Para não criar possíveis embaraços e defender suas escalas

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2ª Rodada da Série A do Paulistão – 2018

Sábado 20/01

São Paulo 0 x 0 Grêmio Novorizontino

Árbitro: Luiz Flavio de Oliveira

Assistente 01: Tatiane Sacilotti dos Santos Camargo

Assistente 02: Vitor Carmona Metestaine

Quarto Árbitro: Rodrigo Pires de Oliveira

Item Técnico

O trabalho do árbitro esteve aceitável até o instante que, bem colocado, com visão absoluta, não apontou a marca da cal, quando do explicito empurrão praticado por Cléo Silva, defensor do Novorizontino no costado do são-paulino Caíque.

Assistentes

No todo da contenda ocorreram dois lances de impedimentos, sinalizados corretamente, findados com a, bola no fundo da rede:

1º – aconteceu na etapa primeira, na metade do campo fiscalizada por Tatiane S. S. Camargo

2º – Na etapa final, na parte do campo fiscalizada por Vitor Carmona Metestaine

Item Disciplinar

Acertou por ter advertido com cartão amarelo 01 são-paulino e 04 para defensores do Novorizontino

3ª Rodada da Série A Paulistão – 2018

Quarta Feira 24/01

Corinthians 2 x 1 Ferroviária

Árbitro: Rodrigo Pires de Oliveira

Assistente 01: Herman Brumel Vani

Assistente 02: Mauro André de Freitas

Quarto Árbitro: Rodrigo Santos

Item Técnico

Por volta do 36º minuto da etapa final, com placar de 1 x 1, ocorreu o erro que prejudicou a equipe da Ferroviária; explico:

Próximo do meio do campo, lado esquerdo do ataque da equipe visitante, um dos seus integrantes, lançou e direcionou a redonda para o lado direito, tendo como objetivo, seu consorte Hygor, na posição de impedimento;

– durante a trajetória da redonda, observei, que Pedro Henrique, defensor corintiano, correu em sua direção com intuito de toca-la;

– fato alcançado, sem domina-la, sobrou para Hygor manda-la profundo da meta corintiana;

Erraram 

No instante que Hygor bateu na bola, o assistente 02 ergueu o braço direito, movimentou a bandeirinha, sinalizando posição de impedimento;

– de pronto, a indicação do assistente foi aprovada pelo principal representante das leis do jogo, gerando o reinicio da contenda,

– seguido de dois a três lances, findado com o gol que decretou a vitória da equipe do Parque São Jorge

Resumindo

A responsabilidade maior deve ser creditada ao árbitro, vez que: o consciencioso toque na bola praticado por Pedro Henrique, ocorreu próximo e do lado direito do seu corpo, com total visão do acontecido

Item Disciplinar

Acertou por ter advertido um dos integrantes da Ferroviária com cartão amarelo

Conclusão

O erro do árbitro e assistente, indiretamente, prejudicou a equipe da Ferroviária

Quinta Feira 25/01

Palmeiras 2 x 1 Red Bull Brasil

Arbitro: Jose Claudio Rocha Filho

Assistente 01: Daniel Paulo Ziolli

Assistente 02: Eduardo Vequi Marciano

Quarto Árbitro: Daniel Bernardes Serrano

Item Técnico

O gol que abriu o placar marcado legalmente por Deivid defensor do Red Bull na metade do tempo da primeira etapa;

– foram acrescidos 03 minutos ao tempo normal. Por volta do 46º minutos, próximo da lateral fiscalizada pelo assistente 02,

– Lucas Lima, defensor palmeirense cobrou falta para dentro da área adversaria; sequencialmente,

– seu consorte Tiago dos Santos, na posição de impedimento, cabeceou a redonda profundo da rede, empatando o jogo 1 x 1

Ressalto

Que parte maior do erro que validou o gol palmeirense, debito para Eduardo Vequi Marciano, assistente 02;

– no entanto, através TV; fixei olhar na posição do árbitro, podendo afirmar que quando autorizou à cobrança da falta,

– seu olhar e atenção estavam voltados para possíveis infrações, dentre estas;

– a cometida por Tiago Santos. Por este fato, o responsabilizo com a menor parcela do erro

Não existiu

A penalidade máxima marcada em favor do Red Bull, batida por Rodrigo Andrade, defendida por Jailson, goleiro alviverde,

– vez que o lance ocorreu na sua frente, no ato, corretamente, nada marcou, no entanto, ao acatar o chamado do assistente 02,

– expôs sua falta de coragem; vez que deveria gesticular, chamar o lance pra si, e, segue o jogo.

Item Disciplinar

Correto quando das advertências com cartão amarelo para 02 defensores do Palmeiras e 04 dos oponentes

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Eleições no SC Corinthians Paulista

Senhores associados com direito a votar nas eleições para o cargo de Presidente e Conselho Deliberativo, que, serão realizadas no sábado 03/02/2018

Tenho absoluta convicção que são conhecedores da longa e atual crise financeira proporcionada por André Sanches e apoiadores.

Votar nele ou nos candidatos a ele atrelados, significará a empurrada do nosso amado SC Corinthians Paulista para o fosso; fator que impedira e muito o retorno do clube para normalidade

Apoio

Pesquisando sobre os candidatos à presidência, entendo que, dentre todos, o mais corintiano e capacitado é Roque Citadini, quanto aos componentes das denominadas chapinhas indico que votem na Chapa “Mais Corinthians” – nº 76, integrada por pessoas ilibadas, que trazem nas entranhas, propostas renovadoras e coerentes; dos componentes da chapinha, conheço muito e bem o DR. Ubiratan Mendonça Junior, incapaz de praticar ou fechar os olhos para imoralidades.

Seus companheiros de chapa são:

Arlon Viana Lima, Carlos Antônio Luque, Carlos Ojeda, Carlos Weinsehenker, Claudio Monteiro da Costa, Eduardo da Rocha Azevedo, Fabio Sallum Ferreira, Fernando Pereira da Silva, Fernando Pires Abrão, José Vicente de Paiva Bezerra, Julio Kahan Mandel, Luiz Sergio Scarpelli Steban Junior, Marcelo Kahan Mandel, Marcelo Simões Pato, Marco Fuoco Junior, Mirla Lofrano Sanches, Ricardo Fava, Ricardo José Galluzzi Esteban, Roberto Garcia Parisi, Sergio Ferreira Pires, Ubiratan Mendonça Junior, Vander Aloisio Giordano, Wanda Aparecida Garcia La Selva Cardoso, Wilson Canhedo Junior e Yun Ki Lee.

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Politica

A longa marcha pelo tapetão

O jogo acabou. O Brasil livrou-se de um populista em 2018. Mas não do populismo

De vez em quando, o Brasil entra nuns desvios e perde o foco, mesmo vivendo uma crise profunda, com alarmes assustadores, como o rombo na Previdência. Esse desvio foi uma escolha da esquerda. E o País, no conjunto, acabou distraído com a sorte do ex-presidente Lula.

Havia mais gente nas filas de vacina contra a febre amarela do que manifestantes na rua. Não perdemos o fio terra.

Esse descaminho começou com a tática do PT de negar a montanha de evidências trazidas pela Lava Jato. A tarefa principal era salvar Lula da cadeia. Foi o motivo de ele ter-se declarado candidato a presidente, de novo.

Com esse movimento, associaram a sorte de Lula ao rumo das eleições e acharam a mola política com que iam saltar a montanha de evidências: explicar os fatos como uma conspiração da Justiça; se as pessoas não percebem isso, é porque a conspiração tem outro braço poderoso, a grande imprensa.

Para a esquerda, a sorte de Lula, a das eleições e da democracia são a mesma coisa. Não perdi tempo tentando discutir isso. É apenas uma cortina de fumaça que nos afasta da tarefa de reconstruir o País e, dentro dos limites, realizar mudanças no sistema político.

A decisão do TRF-4 foi uma espécie de choque da realidade, embora uma perspectiva política carregada de religiosidade possa ver nessa derrota apenas um prenúncio da grande vitória final.

Foram muitas as visões. Viram alguém com um cartaz “Forza Luca” na torcida do Bayern de Munique e acharam que era “Forza Lula”. Viram ônibus de mochileiros vindos da fronteira e acharam que eram apoiadores de Lula.

Nada contra o direito de delirar. Mas quando o delírio compromete o foco de reconstrução nacional, ele preocupa. De certa forma, acho que a própria imprensa – a grande manipuladora, na opinião da esquerda – acaba embarcando nessa expectativa de um grande acontecimento, na verdade, uma condenação lógica e previsível.

Não porque a imprensa tenha uma tendência à esquerda. Ouvi a cobertura do caso na estrada, o rádio passando por várias cidades, vozes diferentes. Existe uma certa expectativa de projetar problemas futuros. Passada a decisão, ela se deslocou para os recursos que podem surgir.

O resultado foi de três a zero. Claro que pode haver recurso, mas não tem importância nenhuma. Ninguém pergunta ao time de futebol que sofre uma goleada se vai entrar com um recurso. E se entrar, pouca atenção se dá a ele.

Quando me dei conta, já havia um cipoal de recursos previstos, de forma que o problema só seria resolvido em agosto de 2018 e até lá seríamos prisioneiros desse impasse. Parece que existe uma satisfação em escavar recursos e apelações, enfim, um desejo inconsciente de não sairmos do lugar, pelo menos até agosto.

Mas os dados estão lançados. Assim que for julgado o recurso, pela lógica de condenação em segunda instância Lula será preso.

Essa é a leitura que fiz na estrada. De forma muito frequente os comentaristas se abstraem da consequência legal da decisão e se fixam nas eleições. É como se Lula tivesse sido condenado simbolicamente e tivesse apenas pela frente uma longa batalha jurídico-burocrática.

Enfim, ao dramatizar um recurso perdido de antemão o Brasil construiu uma grande plataforma emocional, um espaço de distração, cheio de pequenos sobressaltos. Ao invés de cair na realidade e olhar para a frente, vai acompanhar a longa marcha da esquerda pelo tapetão.

Peço desculpas de novo por me ausentar dessa questão, como me ausentei da história do recurso no TRF-4. Havia provas testemunhais, periciais e documentais e o TRF-4 tinha confirmado todas as principais sentenças de Moro.

A emoção desloca-se para embargos de declaração, recursos especiais, enfim, pela perpetuação do jogo.

As multidões que foram às filas de vacina contra a febre amarela, embora um pouco alarmadas, estavam com um pé na realidade, esperando que o universo político-midiático se volte para problemas reais da reconstrução do Brasil. Toda essa encenação dramática do PT diante de um fato inevitável foi a fonte de diversão e material para o suspense jornalístico.

Não tem jeito. Se o ritmo escolhido pela imprensa for também o de dramatizar o tapetão, então vamos ter de esperar com paciência.

O problema é que está chegando a hora de discutir alternativas para o País. Fabio Giambiagi, que estuda há muitos anos o déficit da Previdência, encontrou uma imagem para a situação do País: o Brasil suicida-se em câmera lenta.

Se consideramos o tempo curto e a necessidade do foco na reconstrução, veremos que também na política é preciso olhar para a frente. Todas essas dispersões, esses falsos dramas, servem apenas para consolidar nosso atraso.

Um gigantesco esquema criminoso assaltou o País durante muitos anos. Investigações eficazes e um magnífico trabalho de equipe nos puseram diante de toneladas de evidencias. É razoável esperar que as pessoas sejam condenadas e presas.

Dentro ou fora da cadeia, Lula será um importante eleitor. Não creio que tenha descido acidentalmente ao lado de Jaques Vagner e Fernando Haddad em Porto Alegre. Faz parte do ritual comunista indicar a sucessão pela proximidade física nas aparições em público. Com o tempo, até eles terão de olhar para a frente, como a viúva que aos poucos deixa o luto e encara de novo a vida.

O jogo acabou. O Brasil livrou-se de um populista em 2018. Mas não se livrou do populismo. Esse é ainda um grande problema do amanhã, que só um amplo e qualificado debate nacional pode superar.

Há um longo caminho pela frente, espero que possamos vê-lo com, nitidez, em vez de nos perdemos na gritaria de derrotados pela sociedade, que deseja justiça e instituições que a apliquem com transparência.

Autor: Fernando Gabeira – é um jornalista, escritor e político brasileiro – Publicado no Estadão do dia 26/01/2018

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Finalizando

“A responsabilidade de um Presidente da República é enorme e, por conseguinte, também a sua culpabilidade quando pratica crimes. Isso sem olvidar que o crime se insere em um contexto mais amplo, de um esquema de corrupção sistêmica na Petrobras e de uma relação espúria entre ele o Grupo OAS. Agiu, portanto, com culpabilidade extremada, o que também deve ser valorado negativamente. Tal vetorial também poderia ser enquadrada como negativa a título de personalidade”

Sérgio Fernando Moro – É juiz federal da 13.ª Vara Criminal Federal de Curitiba, escritor e professor de direito processual penal na Universidade Federal do Paraná

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Chega de Corruptos e Corruptores

Se liga São Paulo

Acorda Brasil

SP-27/01/2018

Confira abaixo o programa “COLUNA DO FIORI”, desta semana, que foi ao ar pela rádio Rock n’ Gol e pelo YouTube:

*A coluna é também publicada na pagina Facebook:  “No intervalo do Esporte”

*Não serão liberados comentários na Coluna do Fiori devido a ataques gratuitos e pessoais de gente que se sente incomodada com as verdades colocadas pelo colunista, e sequer possuem coragem de se identificar, embora saibamos bem a quais grupos representam.

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