Intervenção dos Gaviões da Fiel garantiu aprovação do voto do ‘Fiel Torcedor’ no Corinthians

Ontem, a reunião do Conselho Deliberativo do Corinthians, desta vez destinada à alteração do Estatuto, seguiu o mesmo roteiro do encontro anterior, que aprovou as contas fraudadas da gestão Osmar Stabile.
A camarilha formada por União dos Vitalícios, Renovação & Transparência e Centrão derrubou, na primeira apuração, o texto-base do documento, com placar semelhante ao da última segunda-feira.
Os opositores lutavam contra o sistema, mas estavam em menor número.
Ato contínuo, Leonardo Pantaleão, presidente interino do Conselho Deliberativo, a contragosto da gestão, colocou em votação os destaques, entre os quais a possibilidade de o Fiel Torcedor votar nas eleições.
UV, R&T e Centrão preparavam-se para repetir os votos quando os Gaviões da Fiel tomaram a palavra.
Intimidados diante do que poderia ocorrer caso a modificação eleitoral não fosse aprovada, membros dos Vitalícios — incluindo Rubão, que trocou a desinteligência natural pela inteligência artificial — e também da Renovação debandaram; parte do Centrão seguiu o mesmo caminho — os que restaram não tiveram coragem de votar contra.
Somente por isso, pela ação dos Gaviões, o Fiel Torcedor teve o pleito aprovado pelo Conselho — porque os opositores, alinhados aos desejos da torcida, permaneceram na reunião.
O resultado final foi melhor do que o esperado.
Boa parte dos que votariam a favor da modificação queria que ela entrasse em vigor apenas em 2030, mas o trabalho de articulação do grupo de Citadini foi decisivo para estabelecer o novo voto de forma imediata.
Se a Assembleia Geral referendar o resultado, as eleições sairão do controle do grupo que, há décadas — por meio de artifícios imorais, como compra de votos e distribuição de cargos e empregos — escolhe quem se senta na cadeira presidencial.
Para que isso ocorra, será necessário árduo trabalho de informação ao associado e de fiscalização contra manobras daqueles que pretendem manter as coisas como estão.
Do ponto de vista jurídico — sobretudo diante da possibilidade de os derrotados recorrerem, em razão da rejeição do texto-base do novo Estatuto —, as modificações (parte delas ainda será votada em outra reunião do Conselho, agendada para segunda-feira) passarão a vigorar, após confirmação, no Estatuto vigente, na forma de emendas.
