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Candidatos a presidente do Corinthians erram ao apostar em ‘lives’ chapas-brancas

Durante a semana, Augusto Mello e Mario Gobbi adotaram as ‘lives’ como meio de comunicação de suas ideias aos possíveis eleitores.

Ambos são candidatos à presidência do Corinthians

Erraram, porém, na forma de fazê-lo.

Anteontem (16), em exemplo, o bate-papo de Augusto foi conduzido pela sua própria assessoria de imprensa.

Quase um ‘midia-training’ ao vivo.

Gobbi, também, contratou, ou se beneficiou da contratação, de um jornalista simpático ao grupo que patrocina sua campanha, transformando a ‘entrevista’ num jogo de cartas marcadas.

Não funciona.

O discurso torna-se repetitivo, quase sempre irrelevante.

É diferente, por exemplo, o sujeito, por conta, aparecer ao vivo na internet e dizer ao público o que pensa, sem a necessidade de, comparando com uma partida de vôlei, jogadas ensaiadas para favorecer a cortada na rede.

Soa mais verdadeiro, ainda que sem o contraponto.

Repercute muito mais, na caminhada política, uma entrevista de verdade, com jornalistas sérios, ainda que, eventualmente, algumas respostas fujam do controle do candidato.

Os beneficiados por essas ‘lives’ chapas brancas e com respostas pré-determinadas, quase ‘fakes’, são os adversários, que marcam pontos sem precisarem entrar no gramado para jogar.

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