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Imprensa Oficial não deve comportar-se como cúmplice dos crimes do Presidente da República

Na última sexta-feira (24), a Imprensa Oficial, pela manhã, publicou a exoneração de Maurício Valeixo, que ocupava o cargo de diretor geral da Polícia Federal.

O documento continha a assinatura do presidente Jair Bolsonaro e de seu então ministro da justiça, Sérgio Moro, além da indicação de que o afastamento fora motivado ‘a pedido’ do próprio agente demitido.

Poucas horas depois, a verdade veio à tona.

Moro negou ter assinado o dcoumento e afirmou que a exoneração ocorreu contra a vontade de Valeixo.

Configurava-se o delito de falsidade ideológica, combinado com o de ‘responsabilidade’, suficiente não apenas para instauração de processo de impeachment do presidente, mas de seu indiciamento por crime comum.

Desesperado, Bolsonaro, certamente orientado juridicamente, correu para, no mesmo dia, em edição extra do Diário Oficial, republicar a exoneração, inserindo no lugar da assinatura de Moro as dos ministros Braga Netto (Casa Civil) e Jorge Oliveira (Secretaria-Geral da Presidência).

Manteve, sem constrangimento, o ‘a pedido’.

Porém, em vez de assumir a culpa pelo suposto ‘erro’, Bolsonaro, na justificativa oficial da republicação, escreveu que o decreto foi “modificado por ter constado incorreção, quanto ao original, na edição do Diário Oficial (…)”

Ou seja, acusa a Imprensa Nacional de ter distorcido suas recomendações.

Ontem (25), diante desse impasse, o Blog do Paulinho solicitou a cópia da solicitação enviada pelo Governo ao Diário Oficial da União, para que se esclareça, inequivocamente, a origem do problema.

Até o presente momento, não obtivemos resposta.

Trata-se de um assunto ao qual a Imprensa Oficial, aparentemente utilizada como ‘alíbi’, não pode se omitir, sob risco de tornar-se cúmplice do ato criminoso denunciado na última sexta-feira.

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1 comentário em “Imprensa Oficial não deve comportar-se como cúmplice dos crimes do Presidente da República”

  1. Esse presidente não passava de um simples deputado. E os generais são tudo estúpidos igual a ele. Lugar de militar não é na política.

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