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Rolo entre empresários: o negócio Deyverson no Palmeiras

Empresário português Filipe Dias

Por 5 milhões de Euros (R$ 19 milhões), a contratação do desconhecido Deyverson pelo Palmeiras, atleta de 26 anos, com estranha assinatura de contrato por longos cinco anos, merecia ser melhor explicada.

Alguns poucos no clube tiveram coragem de questionar, publicamente, como fez o conselheiro palestrino Gilto Avallone:

“Verdadeira a notícia que Deyverson assinou contrato com duração de 5 anos, com o nosso Palmeiras isso não é um contrato de trabalho é sim um casamento daqueles “que até a morte os separe””

“Jogador com 26 anos se não for “gato”, aplicou no clube o “golpe do casamento””

“Durante 5 anos assumimos compromisso contratual com o cidadão, quem garante primeiro que será titular durante cinco anos, e que dará resultado sua contratação?”

Deyverson é “rolo” do empresário português Filipe Dias, que se ampara no Brasil a conhecidos e complicados agentes, como Eduardo Uram e Carlos Leite, ambos com fama de pagadores de comissão a dirigentes esportivos.

Talvez isso explique não apenas o estranho negócio, como a viagem de Alexandre Mattos, dirigente de futebol palestrino, que, mesmo diante de um atleta desconhecido e de pouco mercado, resolveu fazê-lo pessoalmente, tática muito utilizada por quem precisa evitar vazamentos.

Outro fato a ser destacado é a disposição da CREFISA, empresa da Madame, de investir tanto dinheiro em negócio de absoluto risco, apesar de que o pagamento, todo ele feito pelo exterior, talvez seja ainda mais suspeito do que o interesse no jogador.

Em julho de 2012, o agente Filipe Dias cooptou Deyverson da equipe carioca do Mangaratiba, sem pagar nada, levando-o ao Benfica (quintal do agente Jorge Mendes), local em que atuou apenas pela equipe B, marcando escassos oito gols durante toda a temporada.

Sem agradar, foi negociado por 1 mil Euros, quase de graça, ao Belenenses, espécie de Bragantino português, em 08 de agosto de 2013, marcando 12 gols em dois anos.

Na sequência, em fevereiro de 2015, seus empresários colocaram-no, por empréstimo, no Colônia, da Alemanha, donde, após quatro meses, nove partidas disputadas e apenas dois gols marcados, retornou ao futebol português.

Um mês depois, noutra jogada entre empresários, o Belenenses conseguiu vendê-lo ao Levante, da Espanha, por 1,8 milhões de Euros, clube pelo qual, da metade de 2015 até julho 2016, disputou 33 jogos, assinalando nove gols.

Desprestigiado, Deyverson foi novamente emprestado, desta vez a outro pequeno da Espanha, o Alavés, por irrisórios 400 mil Euros, assinalando, no período de um ano, até o mês passado, sete gols em 37 partidas.

Alguém acredita que qualquer jogador de currículo semelhante chamaria a atenção do Palmeiras não fosse por questões comerciais ?

Para finalizar, em toda a carreira, Deyverson custou, entre empréstimos e aquisições definitivas, 3,4 milhões de Euros (distribuídos ao longo dos anos em várias transações), enquanto, somente agora, o Palmeiras aceitou, numa só tacada, pagar 5 milhões de Euros.

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