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O passeio de Andres Sanches já não é o mesmo no Parque São Jorge

Antes da “Operação Lava-Jato” explicitar o que o leitor do Blog do Paulinho sempre soube, o ex-presidente do Corinthians, Andres Sanches, era tratado como “messias” a cada caminhada dentro do Parque São Jorge.

Seus passos dentro do clube eram acompanhados de pedidos de “selfies”, palavras de apoio, e, por vezes, até aplausos.

Iludia o torcedor comum e alguns associados, com o ótimo discurso de sujeito de origem humilde que se tornou “grande empresário” a custo de muito esforço.

A lorota estendia-se, ajudada pela imprensa, com a fama, após eleito presidente do Corinthians, de ter derrotado a “ditadura” de Alberto Dualib, seu antecessor, e iniciado uma era de “Renovação e Transparência”, lema que, inteligentemente, tornou-se nome de grupo eleitoral, financiado com o dinheiro suspeito de Kia Jorabchian e seus russos, conta esta cobrada, em sequência, com juros, correções e ocultações.

A situação política era tão favorável que mesmo inimigos e conhecedores da verdadeira história, salvo raras e persistentes exceções, aderiam, para não ficar de fora das benesses que cercavam o poder.

O tempo, que desgasta até as relações mais saudáveis, tratou de contaminar o que era evidentemente espúrio, jogando uns contra os outros a cada pedido não atendido, dinheiro não dividido e cargo não indicado.

Hoje em dia o passeio de Andres Sanches já não é o mesmo no Parque São Jorge.

Salvo os dependentes mais próximos, que sobrevivem de suas sobras, caso dos afamados André Negão, Mané da Carne, Eduardo “Gaguinho”, entre outros da “turma do apelido”, muita gente debandou e, pior, passou a confirmar publicamente um passado que o deputado petista sempre procurou esconder.

Andres Sanches, que se dizia “feirante” na infância, em verdade, dava trabalho à família desde garoto, e somente comparecia à feira, dizem, quando não para pedir dinheiro, para cometer desvios de conduta que terminavam em dor de cabeça a seus pais.

Depois, em vez de empresário, era, em verdade, nome emprestado a um conjunto de pessoas que sobrevivia de abrir e fechar “negócios”, por vezes, utilizados no famoso golpe da “arara”, crimes pelos quais, após revelação do Blog do Paulinho, está sendo julgado no STF, denunciado que foi por bancos e fornecedores lesados e também pelo associado do Corinthians, Rolando Wohlers, o Ciborg.

De morador de aluguel na Zona Oeste, antes de assumir a presidência alvinegra, mesmo sem remuneração encorpou o patrimônio a níveis incomprováveis, que incluem diversos imóveis milionários, nem todos no Brasil, além de participação em ramos de atividade empresariais propícios para ocultação de valores.

No exercício do cargo de presidente do Corinthians, clube pelo qual, antes, com pouca ou quase nenhuma exposição midiática, já havia sido expulso, no início dos anos 2000, por desviar jogadores das categorias de base para o Palmeirinha, equipe de fachada da quarta divisão Paulista sediada em Porto Ferreira, Andres Sanches liberou a queda para a segunda divisão, acordado com alguns dirigentes, ciente que o retorno do ‘fundo do poço” garantiria-lhe a fama necessária para sepultar os seguidores do ex-mandatário, tratado como culpado pelo desastre, abrindo-lhe ainda mais as portas para quaisquer realizações no Parque São Jorge.

Amparado pela lealdade dos amigos da antiga, aliado a advogados que se omitiam, contadores que tudo permitiam e um departamento de comunicação e marketing sem constrangimentos maiores em distorcer a realidade, o “reinado” do parlamentar, seguido, posteriormente, por seus indicados, trabalhou de maneira desmedida com as finanças do clube, omitindo milionária sonegação de impostos (que levou quatro dirigentes a indiciamentos criminais), gastando dinheiro emprestado, e, pior, contabilizando-o como lucro, fatiando direitos de jogadores a parceiros comerciais, cedendo os principais negócios a empresas até então inexistentes (caso da OMNI), findando num superfaturamento de estádio, comprovado em delações premiadas de delinquentes da Odebrecht, com direito a pagamentos de propinas, desfalques incalculáveis, com desvios conhecidos, dos quais o Timão levará muitos anos para se recuperar.

O “midas” do Parque São Jorge era, em verdade, o Ali-Babá, por vezes com mais de 40 ladrões ao seu redor.

Por conta disso, voltando aos passeios de Andres Sanches no Parque São Jorge, em campanha eleitoral para 2018, estes estão sendo acompanhados não mais por demonstrações de exaltação, mas por cobranças duras, bem diferente de uma admiração anterior, alicerçada em mentiras que o tempo tratou de desmoronar.

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Uma resposta to “O passeio de Andres Sanches já não é o mesmo no Parque São Jorge”

  1. Jose Paulo Says:

    O Ali Babá não era chefe dos ladrões… ele os roubou…

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