Acordo do Corinthians com a CBF para venda de direitos de TV é indecente

Sem consultar o Conselho Deliberativo, o presidente do Corinthians, Roberto Andrade, formalizou com a CBF, liderada por um Marco Polo Del Nero que não pode viajar, acossado que está pelo FBI, contrato cedendo à entidade, sob comissionamento, exclusividade para negociar direitos de TV de jogos do clube para o exterior, incluindo no pacote as transmissões pela internet.

O vínculo inicia-se a partir de 2019.

A parceria é indecente por diversos ângulos de análise:

  • Roberto Andrade amarrou o próximo presidente do Corinthians (não será ele porque o estatuto impede a reeleição), que assumirá o clube no início de 2018, a um negócio que poderia ser tocado pelo próprio clube, sem intermediários, ou por parceiros outros, escolhidos pela melhor proposta;
  • Não existiu concorrência no negócio, feito às sombras;
  • É inadequada a relação comercial, fora do assunto “Futebol”, entre uma Confederação e seu filiado, podendo gerar promiscuidades diversas, inclusive eleitorais.
  • Estar ligado comercialmente à CBF sem que outros clubes também estejam é desastroso, esportivamente, para a imagem do Corinthians, que pode influenciar, mesmo que nada ocorra, na opinião pública sobre eventuais erros de arbitragem que venham a favorecê-lo;
  • Entre os árbitros, também, fica o receio, evidente, de errar contra o parceiro do “patrão”.

O comissionamento é vinculado ao sucesso das transações, mas o acordo concede exclusividade à CBF (que é acusada, pelas Justiça de EUA, Suiça e Espanha, de participar de transações ilícitas, com pagamento de propina, em vendas de direitos de transmissão), sem que, pelo menos o Corinthians, tenha recebido qualquer valor para impossibilitar a concorrência do negócio.

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