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Os crimes e promiscuidades dos conselheiros fiscais do Corinthians

Paulo Roberto de Almeida Souza

“Aqui é Polícia Federal… sou amigo do André Negão e do Caveira”… desta maneira o conselheiro fiscal do Corinthians, Paulo Roberto de Almeida Souza, falou ao telefone, em claro intuito de intimidação, com o associado alvinegro Rolando Wohlers, o Ciborg, que cobrava-lhe detalhes sobre suas funções no clube.

Pelo relato, teria cometido crime de falsidade ideológica e demonstrado, no mínimo, suspeição para o ofício, levando-se em consideração que Negão é vice-presidente do clube e Caveira segurança particular de Andres Sanches, que manda e desmanda no presidente.

Ambos, aliás, provavelmente utilizados por Paulo Roberto como “referência” por conta da fama, nada pueril, que possuem em suas vidas privadas.

Ontem o UOL revelou que o conselheiro alvinegro está sendo julgado por diversos crimes, entre os quais improbidade administrativa, fraude à licitação, corrupção e formação de cartel, supostamente cometidos enquanto exercia o cargo de Secretário de Finanças do Município de Itaquaquecetuba/SP, espécie de cidade ‘dormitório” da grande São Paulo, tamanho é o descaso dos políticos com a população, que vive em condições medievais de subsistência.

Ou seja, roubar de quem nada tem para entregar.

R$ 28,2 milhões foi o desfalque aos cofres públicos.

A justiça, nesta ação, que tramita na 2ª Vara Criminal de Itaquaquecetuba desde junho de 2016, não conseguiu ainda citar o conselheiro alvinegro, que é suspeito de ocultar-se dos oficiais de justiça.

Mas os problemas de Paulo Roberto existem, também, não apenas no Corinthians, local em está em andamento pedido para seu afastamento, ou na vida pública, mas também na impossibilidade de exercer a profissão de contador, impedido que está pelo CRC-SP, de prestar serviços contábeis de acordo com os artigos 25 e 26 do DL 9295/46.

O motivo é falta de qualificação (formação) para a função.

Paulo Roberto crc

A proibição, embasada no art.25, atinge:

  1. a) organização e execução de serviços de contabilidade em geral;
  2. b) escrituração dos livros de contabilidade obrigatórios, bem como de todos os necessários no conjunto da organização contábil e levantamento dos respectivos balanços e demonstrações;
  3. c) perícias judidais ou extra-judiciais, revisão de balanços e de contas em geral, verificação de haveres revisão permanente ou periódica de escritas, regulações judiciais ou extra-judiciais de avarias grossas ou comuns, assistência aos Conselhos Fiscais das sociedades anônimas e quaisquer outras atribuíções de natureza técnica conferidas por lei aos profissionais de contabilidade.

E o Art. 26. Salvo direitos adquiridos ex-vi do disposto no art. 2º do Decreto nº 21.033, de 8 de Fevereiro de 1932, as atribuições definidas na alínea c do artigo anterior são privativas dos contadores diplomados.


Marcio Antonio Augustinelli

Outro conselheiro Fiscal do Corinthians, parceiro de Paulo Roberto, temporariamente afastado pela evidente ligação com o presidente Roberto Andrade é Marcio Antonio Augustinelli (foto), 45 anos, completados no último dia 21 de fevereiro, que trabalha como Gerente de Vendas da NOVA VEÍCULOS, localizada à Av. Celso Garcia, mesmo cargo ocupado, na mesma empresa, pelo atual mandatário alvinegro.

Assim como ocorre com Andrade, que foi introduzido no Contrato Social com percentual mínimo para ajudar os verdadeiros proprietários, Augustinelli é tratado como funcionário de “confiança”, sendo frequentemente listado como testemunha em processos sofridos pela concessionária.

Abaixo o leitor pode observar dois desse casos: de enriquecimento sem causa, na 1ª Vara Civil de São Miguel Paulista e outro sobre discussão contratual, na 1ª vara de Itatiba-SP.

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proessso nova

Acostumado a frequentar os Foros de São Paulo, Augustinelli o faz, também, para resolver problemas pessoais, como os casos (um de 2011 e outro de 2013, ambos na 1ª Vara de Fazenda Pública) em que é executado por dívidas fiscais pela Prefeitura de Guarulhos.

Mas nada sugere mais promiscuidade, levando-se em consideração o fato de que um conselheiro fiscal tem por atribuição avaliar os procedimentos do presidente, do que a G7 AUTOCENTER LTDA, de sua propriedade (no papel), mas que tem como sócio “oculto” Roberto “da Nova” Andrade.

Não apenas pela questão óbvia de inadequada ligação pessoal e comercial entre fiscalizador e fiscalizado, dentro do Corinthians, mas também pelo fato da referida empresa concorrer diretamente, no ramo de serviços, com a Nova Veículos, da qual ambos são funcionários.

g7 auto center 1

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g7 auto center 3

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Uma resposta to “Os crimes e promiscuidades dos conselheiros fiscais do Corinthians”

  1. Associado do Corinthians notifica presidente do CORI e pede investigação de irregularidades | Blog do Paulinho Says:

    […] https://blogdopaulinho.com.br/2017/07/27/os-crimes-e-promiscuidades-dos-conselheiros-fiscais-do-cori… […]

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