Leila Pereira foi traída pelo coração vascaíno?

Está em vias de ser sacramentada a venda da SAF do Vasco da Gama a Marcos Lamacchia, filho de José Roberto Lamacchia e enteado de Leila Pereira, presidente do Palmeiras.

O negócio, estimado em até R$ 2,5 bilhões, prevê aporte imediato de R$ 500 milhões, assunção de dívidas superiores a R$ 1,3 bilhão, garantia de fluxo de caixa, modernização dos CTs e investimentos anuais no clube social.

Lamacchia pai, segundo fontes, atuará como fiador da operação.

Patrimônio que pertence, em parte, também a Leila Pereira, o que evidencia ainda mais o conflito de interesses.

Talvez traída pelo subconsciente — ou pelo coração —, a presidente do Palmeiras defendeu, recentemente, mudanças tributárias que aumentam impostos para clubes associativos sob o argumento de estimular a transformação em SAFs.

Alteração que poderá, inclusive, gerar prejuízos ao próprio Palmeiras, que segue submetido ao regime tributário destinado às associações esportivas.

Parece clara qual será a prioridade familiar nos próximos anos.

Se a CBF fosse uma entidade minimamente séria — e há muito deixou de ser —, a simples possibilidade de um mesmo grupo familiar exercer influência relevante sobre dois clubes concorrentes já seria suficiente para barrar o negócio.

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