‘Bobo da Corte’ de R&T e Centrão é escanteado novamente no Corinthians

Conheci Fabrício Vincentim quando ainda era um rapaz imerso no grupo “Fora Dualib”, que vendia a busca pela moralidade no Corinthians, mas, como se comprovou posteriormente, era movido apenas pelo desejo de usufruir dos benefícios do poder que viria a seguir.

No caso, a Renovação e Transparência, de Andrés Sanchez.

Naquele período, Vincentim já era tratado como “bobo da corte” pelos próprios parceiros, utilizado como operador das “celebridades” que, de fato, acabaram alçadas a cargos relevantes no clube.

Cansado da condição de coadjuvante na R&T, agarrou-se à primeira mão estendida após anos de irrelevância política: o Centrão.

Quando essa turma se associou ao grupo marginal de Augusto Melo, o “bobo” virou diretor-adjunto das categorias de base, alimentando evidente desejo de ascensão.

Meses depois, seguia servindo cafezinho aos donos da bola.

Desgostoso, pediu para deixar o cargo — mas não o Centrão.

Após a queda de Augusto, seus padrinhos políticos o reposicionaram, desta vez na gestão Stabile/Paulo Garcia.

Outra vez na base.

“Agora vai ser diferente”, deve ter sido a promessa.

Não foi.

Mesmo sem diretor acima dele — já que Nenê do Posto deixou a função —, Fabrício continuou irrelevante.

Ou, talvez, tenha sido mantido assim.

Resultado: novo afastamento.

Chega a dar pena.

Num ambiente em que antigos parceiros do “Fora Dualib”, de baixíssima estirpe, como Eduardo “Gaguinho”, Donato “da Erva” e tantos outros prosperaram, custa acreditar que Vincentim tenha permanecido apenas com a função de divertir os conselheiros que o manipulam.

Este é apenas um recorte do ambiente de Parque São Jorge: um submundo habitado por “respeitáveis” de araque que, há anos, arrastam o Corinthians rumo ao precipício.

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