O filme de Bolsonaro, o dinheiro sujo de Vorcaro e a Lei Rouanet

Por ROQUE CITADINI*

A lambança do financiamento do filme do ex-presidente Jair Bolsonaro realça a importância da Lei Rouanet como suporte a projetos culturais e sua necessária transparência.

No caso Bolsonaro, tudo é opaco. Do orçamento total do filme aos financiadores e valores, tudo tem várias versões.

Se fosse pela Lei Rouanet, tudo seria diferente. O orçamento teria seu valor claramente definido; o projeto cultural deveria ter sido aprovado por um órgão do Ministério da Cultura; em seguida, seriam procuradas empresas privadas interessadas no projeto cultural, que destinariam recursos abatidos do Imposto de Renda devido.

Executado o projeto (filme, show, exposição etc.), os responsáveis deveriam prestar contas dos valores recebidos, cujos gastos já estariam previstos no orçamento originalmente encaminhado.

Pela Lei Rouanet, tudo deve ser claro: o orçamento, os valores aportados pela iniciativa privada e sua execução.

Neste projeto do filme de Jair Bolsonaro, tudo é confuso e opaco: o valor do projeto (extraordinariamente alto), quanto foi recebido e quanto foi efetivamente gasto na execução do filme.

Tudo tem várias versões.

Diferente seria com a Lei Rouanet, tão atacada pelo bolsonarismo.

O filme de Bolsonaro, mesmo antes de ser lançado, já é um grande destaque na mídia.

Negativo, é claro.


*publicado originalmente nas redes sociais de Roque Citadini

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