Renovação de Memphis é a cara da administração Osmar Stabile

Informações dão conta de que o Corinthians, apesar da grave situação financeira que atravessa e da evidente decadência física e técnica de Memphis Depay, verificada em sua quase clandestina participação na Copa do Mundo, aceitou renovar o contrato do atleta.

Os valores ainda não foram divulgados, mas, por óbvio, mesmo que inferiores aos do vínculo anterior, continuarão acima dos recebidos por qualquer outro integrante do elenco.

Caso seja efetivamente assinado, será um acinte que perdurará por mais dois anos.

Há, ainda, além do novo contrato, a obrigação de quitar mais de R$ 41 milhões que já eram devidos ao jogador entre salários e direitos de imagem.

Ou seja, apenas para amortizar essa dívida — sem considerar os valores do novo vínculo —, o clube terá de desembolsar quase R$ 2 milhões por mês.

Trata-se de um acordo firmado para ser descumprido.

O Corinthians não reúne condições de honrar a dívida acumulada — tanto que não o faz atualmente —, muito menos de arcar simultaneamente com as obrigações que surgirão a partir da renovação.

É um ato de absoluta irresponsabilidade, motivado exclusivamente por interesses eleitorais.

Essa renovação exemplifica com precisão o que tem sido a gestão Osmar Stabile: irresponsabilidade, acordos nebulosos e subserviência.

Depay esperou até o derradeiro minuto para tentar um contrato melhor com outro clube.

Tanto que, antes da Copa do Mundo, confiante no que poderia acontecer, retirou seus pertences do hotel em que morava, mesmo sem ter encerrado seu vínculo com o Timão.

Com o contrato ainda em vigor, sequer se reapresentou ao Timão, enquanto outros jogadores que também disputaram o Mundial já reestrearam no Brasileirão.

Sem mercado, diante do fracasso na Copa, encontrou um trouxa disposto a continuar bancando seus luxos.

De vez em quando, entrará em campo para jogar.

Se não estiver a fim, caberá ao Corinthians pagar outra fortuna para liberá-lo, sem a menor perspectiva de conseguir negociá-lo.

Pessoalmente, Stabile afirmou a este jornalista que não renovaria o contrato de Memphis e que considerava, inclusive, absurda a contratação original do atleta, não apenas pelos valores envolvidos, mas também por seu perfil.

Diante disso, é evidente que o mandatário alvinegro, fantoche que se mostra ser, voltou a obedecer.

Muito provavelmente a orientações — para não dizer ordens — dos endinheirados que o cercam, ávidos por manter o poder a qualquer custo, ainda que isso aprofunde a insolvência do Corinthians.

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