Por que ex-diretor do Corinthians guardava R$ 10 milhões fora do sistema bancário?

Recentemente, Rubens Gomes, o Rubão, se viu prejudicado em duas operações policiais — uma da Polícia Federal e outra do GAECO — que resultaram na apreensão de cerca de R$ 10 milhões em espécie.
Metade do valor estava em bitcoins e a outra metade em dólares.
E nem estamos contabilizando os quatro carros de luxo também apreendidos, além de outros valores mantidos em contas e bens materiais, que elevam substancialmente o montante.
Tudo isso foi acumulado entre o período pré-eleitoral de Augusto Melo — de cuja campanha Rubão foi coordenador — e o momento presente.
Qual é a origem desse dinheiro?
É uma pergunta que poderá ser respondida em breve pelas investigações.
Fontes do Blog do Paulinho afirmavam que a cúpula da campanha de Augusto Melo — incluindo Rubão — deixaria o processo eleitoral e ingressaria no clube muito mais rica, diante da expressiva quantidade de recursos obtidos por meio de promessas de aportes de empresários e, segundo relatório da Polícia Civil, também do crime organizado.
Também não é possível descartar, no campo das hipóteses, que parte desses valores tenha relação com negócios realizados durante o período em que o cartola ocupou cargo na diretoria de futebol.
Se Rubão pudesse comprovar a origem lícita de seu patrimônio, por que manteria tamanha quantia fora do sistema bancário, abrindo mão da possibilidade de multiplicá-la por meio de investimentos ou de movimentá-la livremente via Pix, ferramenta da qual, segundo relatos, seria uma espécie de “rei”?
Apesar de tudo isso, o cartola segue prestigiado no grupo União dos Vitalícios, espécie de espaço que reúne supostas pessoas de bem do Parque São Jorge, entre elas diversos integrantes do Conselho Deliberativo do Corinthians.

