São deploráveis as reações à doença de Marisa Lula

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Nos últimos dias, Marisa Lula, esposa de Luis Inácio lula da Silva, tem lutado pela vida no hospital Sírio Libanês, após sofre AVC hemorrágico.

Trata-se de uma ex-primeira dama de um ex-presidente fora do poder há três mandatos.

Ou seja, um assunto privado.

Desde sempre, iniciantes em faculdades de jornalismo recebem a orientação sobre as diferenças do que é notícia (tem interesse público) do que deve ser evitada a divulgação, seja por questões éticas e até humanitárias.

Recentemente, um tarimbado jornalista excedeu essa barreira, publicando a tomografia de Marisa Lula, tratando ainda de comentar sobre possíveis sequelas que a paciente viria a sofrer (disse ter recebido orientação de médico), sem se dar conta se a família sabia ou não desta informação.

A falta de bom senso, e respeito, é evidente.

Pior ainda agiu a fonte que repassou o material ao jornalista, que não é militante do PT (longe disso), como informado, nem do Hospital Assunção em São Bernardo (o exame era de lá, mas foi anexado ao prontuário da paciente – de onde foi copiado e desviado), mas, em verdade, um médico do próprio Sírio Libanês.

O Conselho Regional de Medicina já tem o nome do suspeito, que o blog desconfia, mas somente publicará com a devida comprovação.

Diante deste circo de horrores protagonizado pela indignidade humana, de gente que confunde os desvios de conduta do PT, dos quais Marisa e Lula estão sendo investigados e, tudo indica, merecem as punições, com a vida privada de pessoas que merecem respeito, sejam elas quais forem, num momento de estrema dor e sofrimento, em vez de decepção sobressai-se a constatação de que não existem limites para o exercício do mau-caratismo, que englobam, também, os efusivos festejos de internautas em redes sociais, em comemoração à doença da ex-primeira dama.

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