Novo acordo do Corinthians com a CAIXA será discutido pelo Conselho Deliberativo

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Na próxima segunda-feira (30), o Conselho Deliberativo do Corinthians se reunirá para, entre outras coisas (aprovação da previsão orçamentária), deliberar sobre alterações que a diretoria do clube acertou, verbalmente, com executivos da CAIXA, referentes às mudanças de condições de pagamento do empréstimo do BNDES para o clube (R$ 400 milhões).

De R$ 5 milhões mensais durante 12 anos para R$ 3 milhões em 20 anos, ou seja, acréscimo de oito anos nos juros (que elevará o preço final do estádio em Itaquera), estendendo, também, o período em que o clube permanecerá sem receber um tostão de arrecadação da bilheteria de seus jogos.

Logo após a revelação do acordo (que ainda não está assinado), o líder oposicionista alvinegro, Roque Citadini, se pronunciou em suas mídias sociais:

“Acordo Caixa, Corinthians, Fundo/Odebrecht deve ser debatido no Conselho Deliberativo. Acho que o atual grupo dirigente tem pouca condição para resolver problemas”

“Qualquer negociação que não tenha o aval de ampla maioria no Corinthians poderá ser rasgada por qualquer futura (gestão)”

“Sem finalizar a Auditoria sobre o estádio é temerário negociar mudanças. Atual grupo dirigente esgotou sua capacidade de reação aos problemas”

“Odebrecht, Fundo e Caixa não são “parceiros” do Corinthians. Os interesses não são os mesmos e devemos separar o campo de cada um”

“Qualquer negociação do estádio deve esperar o relatório da Auditoria e ser submetida ao Conselho Deliberativo. Fora disso não fica em pé”

É exatamente nessa linha que a maioria dos conselheiros contrários ao novo acordo deverá argumentar.

Além disso, apesar da diretoria dizer, equivocadamente, o contrário, prega o estatuto alvinegro que acordos com valores elevados e que ultrapassem o período de gestão do presidente, obrigatoriamente, devem seguir o seguinte rito: apreciação no CORI e aprovação no Conselho Deliberativo.

Acostumados a ignorar, nos últimos anos, às leis alvinegras, o presidente Roberto “da Nova” Andrade e seu diretor de finanças, Emerson Piovesan, terão agora que prestar contas ao Conselho que, diferentemente doutros tempos, não parece mais tão alinhado com a gestão.

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