Sobre a estátua de Neto no Corinthians

 

Há uma campanha nas redes sociais pela retirada da estátua do ex-jogador Neto, hoje apresentador da Band, localizada na sede social do Corinthians.

É um erro.

O monumento, sem juízo de valor, não faz referência ao comunicador, à pessoa que ele é fora dos gramados nem à sua recente atuação como conselheiro.

Trata-se de uma homenagem ao melhor jogador do time que conquistou o primeiro Campeonato Brasileiro da história do clube — título inédito e, até então, o mais relevante da trajetória corintiana.

Não é pouca coisa.

Quem não gosta do apresentador basta mudar de canal.

Do comportamento pessoal? Não seja seu amigo.

Da atuação — ou ausência dela — quando integrou o Conselho Deliberativo? Não o eleja.

Impossível, porém, mesmo que se concretizasse a estupidez da retirada do busto, seria apagar da memória do torcedor corinthiano o auge técnico de um jogador decisivo nos momentos mais importantes de 1990.

Por isso, a honraria é mais do que merecida.


EM TEMPO: Falo com a independência de quem teve o jogador Neto como ídolo nos anos 1990, mas que, já como jornalista, o criticou diversas vezes, a ponto de ter sido processado por ele em algumas ocasiões.

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