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Adauto do Palmeiras

adauto e finelli

Por FABIO FINELLI*

Algumas pessoas passam pelas nossas vidas e ficam marcadas, não apenas pelo caráter ou pela simplicidade, mas também, como por obra do destino, estarem predestinadas a mudar o destino de algumas vidas. O Adauto é uma delas.

Desde que eu saí do Palmeiras, ainda não tinha tido a oportunidade de voltar à Academia de Futebol. E fiz isso no último sábado, com minha esposa e meu filho, com a única finalidade de dar um abraço e me despedir do Adauto. Nesta quarta (26), após mais de 20 anos, será a última vez que ele vai pisar no centro de treinamento como funcionário do clube. Vai se aposentar depois de ter sido contratado em 15 de setembro de 1992 e, ano seguinte, para nunca mais sair, ser o segurança oficial da equipe profissional.

Convivemos ao longo do tempo com centenas de pessoas e não são muitas aquelas que cativam nossos corações. Mas o Adauto é um sujeito diferente. Mais do que um ótimo profissional, virou um personagem. Dava autógrafo e tirava foto nas viagens pelo Brasil afora. Protegeu a delegação nos momentos mais complicados. Deu a própria pele dele para salvar jogadores e comissão técnica. Pode ter errado em um ou outro momento. Pode ser sido antipático em determinadas ocasiões, mas fez isso de coração limpo, simplesmente por estar desempenhando a função dele.

Nunca me esqueço, após o título Paulista de 2008, que ele foi um dos pouquíssimos funcionários do departamento de futebol que ficou sem a medalha do título. Fiz questão de dar a minha para ele. E vi, acho que a única em seis anos de convívio, aquele grandão chorar.

Espero, quando escreverem mais um dos gloriosos livros do Palmeiras no futuro, lembrarem desta figura humilde, honesta e que viu de perto, por longos 20 anos, decepções, mas muito mais conquistas de um período em que representou com orgulho as cores alviverdes.

Muitos podem considerar um exagero, mas só quem conviveu e ouviu de perto a história desta pessoa sabe do que eu estou falando. Adauto, que você seja feliz ao lado da sua “véinha” em Presidente Epitácio. Perde quem convive com você um amigo. Ganha o Palmeiras mais um torcedor.

*Fabio Finelli é ex-assessor de imprensa do Palmeiras

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