São poucos — se é que existem — os inocentes no “caso Mancuso”.

O ex-jogador Mancuso foi flagrado, em reportagem do UOL, comercializando diplomas e habilitações supostamente fraudulentos, obtidos na Argentina, preferencialmente para ex-jogadores que desejavam exercer a profissão de treinador de futebol.

A lista de celebridades que aderiram ao esquema não é pequena.

Nem todos foram necessariamente enganados.

Talvez os menos inteligentes ou os de rara inocência.

Os demais, caso comprovada a consciência da fraude, sabiam o que estavam comprando e agiram com esperteza para obter vantagens nitidamente indevidas.

É o mesmo princípio, por analogia, do sujeito que paga a um despachante picareta para que este lhe quebre o galho junto ao Detran, fazendo desaparecer pontuações ou outras penalidades.

Todos sabem que isso é ilegal.

Assim como adquirir o “produto” de Mancuso sem precisar assistir às aulas nem passar por avaliações.

Urgem investigações e, comprovadas as irregularidades, as punições.

A todos os envolvidos.

Tanto ao responsável pela suposta fraude quanto àqueles que, desde que configurada a má-fé, participaram conscientemente do esquema.

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