Julgamento de marginais da Mancha que invadiram CT do Palmeiras entra em momento decisivo

Em 1º de agosto de 2024, integrantes da facção Mancha Verde invadiram a Academia de Futebol do Palmeiras durante um treinamento da equipe profissional.

O episódio motivou a instauração de inquérito policial para apurar a ocorrência.

A invasão ocorreu no momento em que o portão do CT foi aberto para a entrada e saída de veículos.

Cerca de 25 torcedores participaram da ação.

O funcionário Richard Novais Bezerra determinou o fechamento das áreas administrativas e acionou a Polícia Militar.

Entre os investigados identificados estão Jorge Luis Sampaio Santos, presidente da Mancha Verde, além de Felipe Mattos dos Santos e Thiago Amorim de Melo.

Em depoimento, o dirigente da facção afirmou que a intenção do grupo era cobrar explicações da diretoria e do elenco pelos resultados recentes, solicitando diálogo com o diretor de futebol Anderson Barros ou com o técnico Abel Ferreira.

O Ministério Público de São Paulo, por meio do promotor Roberto Bacal, concluiu que, embora não se configurasse o crime de tumulto em evento esportivo — uma vez que não havia partida em andamento —, os fatos se enquadram no crime de violação de domicílio, previsto no Código Penal.

A Justiça, por intermédio do JECRIM, recebeu a denúncia.

Os investigados tornaram-se réus.

Richard Novais Bezerra e Anderson Barros solicitaram prestar depoimento sem a presença dos acusados — pedido que foi deferido pelo juízo.

A presidente Leila Pereira habilitou o Palmeiras como assistente de acusação.

Todos os réus foram ouvidos.

Após a apresentação dos memoriais de acusação e defesa, a Justiça deverá proferir a sentença.

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