Por que o presidente do Corinthians não rebate Memphis Depay?

O atacante Memphis Depay tem procurado os holofotes de momentos importantes do futebol para, em desabafos, detonar a diretoria do Corinthians.

Ontem, em entrevista, afirmou:

“Imagine esse clube estruturado. Eu espero muito por esse dia, em que o Corinthians tenha uma estrutura boa, pois é um clube muito grande, é uma marca global e precisa mudar um pouco a mentalidade.”

Em passado recente, fez declarações ainda mais graves.

Fora das câmeras, Depay, em conversa no vestiário, disse diretamente a Osmar Stabile, presidente do clube, que não acreditava em suas promessas e que a agremiação tinha fama de mal pagadora.

Ficou por isso mesmo.

Não cabe questionar o teor do que o jogador pronunciou, seja publicamente ou nos bastidores — ao menos do que se tem conhecimento —, porque se trata da mais absoluta verdade.

É evidente, porém, que outro atleta, de menor importância, sofreria punições.

O grande embaraço é o silêncio do presidente do Corinthians, a quem, certamente, as palavras de Memphis são dirigidas.

Concorda com elas, não tem coragem de contrapô-las ou, de forma constrangedora, finge desconhecer os fatos para que o assunto esfrie até o próximo desabafo?

De qualquer maneira, não é postura digna de um mandatário.

A camisa do Corinthians — capaz de fazer uma equipe inferior superar um Flamengo milionário e estrelado e de colocar no pódio mundial mulheres que honraram o manto alvinegro mesmo sem receber salários — não pode servir de escudo para as tristes gestões que se sucedem no Parque São Jorge e que, somadas, levaram o Timão a dever, em contas até novembro, quase R$ 3 bilhões.

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