Os desembargadores, o comprador de sentença e a Assembleia Geral do Corinthians

Após decisão de primeira instância — entendimento que vem sendo mantido nos recursos apresentados em outros clubes — não surpreende que o desembargador Mauricio Campos da Silva Velho tenha adotado posição diversa e, monocraticamente, suspendido a Assembleia Geral do Corinthians que votaria mudanças significativas no Estatuto alvinegro.

A principal delas: a ampliação do colégio eleitoral.

O objetivo dos autores, ao que parece: impedir a implementação da regra que proibiria a contratação de parentes de conselheiros pelo clube.

Entre os proponentes estão os desembargadores Ademir Benedito, que mantém um filho trabalhando nas categorias de base do Corinthians, e Guilherme Strenger, além do bacharel em Direito Alexandre Husni, que, anos atrás, confessou a compra de sentença de um magistrado, embora existam relatos de que o episódio não tenha sido isolado.

Todos são ligados ao grupo Renovação e Transparência.

É notória a influência deles nos bastidores do Tribunal de Justiça de São Paulo, ambiente em que foi proferida a decisão em questão.

O Blog do Paulinho já sentiu isso na própria pele em diversas oportunidades.

Não é possível afirmar que o relator do feito tenha agido de má-fé, mas não seria tarefa simples desvencilhar-se das prováveis pressões exercidas pelos autores do processo.

Do jeito que as coisas se apresentam, torna-se cada vez mais necessária uma intervenção judicial no Corinthians.

Somente uma medida dessa natureza, dotada de poderes efetivos e especiais, seria capaz de impedir que interesses particulares continuem se sobrepondo ao futuro da instituição.

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