FIFA, CONMEBOL, UEFA e o racismo

A Lei Vini Jr., que entrou em vigor na Copa do Mundo de 2026, pune com cartão vermelho o atleta que ousar se comunicar com outro cobrindo a boca para esconder o teor de suas falas.

O objetivo principal é coibir a prática do racismo.

Não por acaso, a regra recebeu o nome de quem, notoriamente, é vítima recorrente desses ataques.

Porém, diferentemente de outras mudanças implementadas na Copa, a Lei Vini Jr. foi introduzida como uma “disposição opcional”, ou seja, sem obrigatoriedade de adoção pelas demais federações e confederações.

Na prática, trata-se de um subterfúgio para manter a FIFA em boa situação perante a opinião pública, ao mesmo tempo em que evita confrontos com entidades que pouco se importam em combater o racismo.

Nesse contexto, CONMEBOL e UEFA já se posicionaram contra a adoção da regra em suas competições.

Libertadores e Champions League seguirão, assim, como espaços em que essa forma de discriminação continuará sem esse mecanismo específico de repressão.

O fato de a regra ter sido classificada como “opcional” diz muito sobre o que é a FIFA.

E a resistência demonstrada pelos cartolas da Europa e da América expõe o racismo estrutural e cultural que ainda permeia a cúpula dirigente do futebol nesses continentes.

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