Ontem (20), iniciou-se o julgamento criminal de Roberto Andrade, ex-presidente do Corinthians, acusado pelos ex-sócios de operar dois esquemas que teriam desviado, indevidamente, dinheiro da ‘Nova Veículos’, à época, mais relevante concessionária Chevrolet.

A reunião foi virtual.

De início, Mauro Antônio Salerno, um dos denunciantes, requereu que seus advogados auxiliassem a promotoria; o pedido foi atendido.

As três testemunhas de acusação, que haviam se contraposto a Roberto em inquérito policial, mantiveram as versões perante as inquirições da 6ª Vara Criminal de São Paulo.

Na sequência, Roberto Andrade e seu apontado cúmplice foram, separadamente, interrogados.

Declararam-se inocentes.

Logo após, Roberto Andrade solicitou adiamento do julgamento, alegando a necessidade de novas diligências.

O pedido foi negado pelo juiz Luiz Fernando Decoussau Machado.

No intuito de acelerar a decisão, o magistrado, em vez de conceder prazo para as deliberações finais dos acusados, ordenou que elas fossem realizadas imediatamente, por via oral.

Gean Barbosa, apontado como comparsa de Roberto Andrade, solicitou prazo para a preparação dos memoriais, mas o pedido foi negado.

Após a apresentação das alegações finais, do MP-SP e dos acusados, a audiência foi encerrada.

Com o processo ‘concluso para sentença’, o juiz Decoussau analisará se as investigações conseguiram comprovar, inequivocamente, os crimes que teriam sido cometidos pelos réus e poderá decretar o resultado a qualquer momento (não há prazo definido).

Segundo fonte, Roberto Andrade, ex-presidente do Corinthians e diretor de futebol nas gestões Duílio ‘do Bingo’ e Mario Gobbi, sob forte emoção, passou mal após o julgamento, com possível oscilação de pressão.

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