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A CBF gattopardista e os imorais que a governam

Diante do motim de jogadores, com adesão posterior do treinador, acrescida da agora formalizada, mas conhecida há algum tempo, denúncia de assédio contra o presidente da CBF, não há dúvida de que Rogério Caboclo regrediu de fantoche de Marco Polo Del Nero para ‘The Walking Dead’ prestes a ter a cabeça decepada.

A questão é: o que, efetivamente, mudará?

Nessa CBF de hábitos gattopardistas, em que trocam-se as cabeças, mas não o grupo que dita os pensamentos, é lícito desconfiar de cada comportamento.

Será que os jogadores sabiam, de antemão, o que estava por estourar nos bastidores?

Isso – a obvia queda do patrão – teria motivado a coragem de muitos, inclusive a dos que, publicamente, nunca respeitaram nenhum princípio básico de combate à pandemia, como Neymar e Gabigol?

O discurso de Casemiro logo após Brasil e Equador, insinuando unidade entre jogadores e treinador contra a realização da Copa América, é bonito, histórico, gera esperanças, mas, lamentavelmente, destoa da verdade.

Não há hipótese, diante do que soubemos, da vítima dos ataques abjetos de Caboclo ter formalizado a denúncia sem o consentimento dos reais comandantes da Casa Bandida.

Ela é próxima de Del Nero.

O que a tornaria, talvez, uma espécie de sequestrada psicológica, temerosa do que poderia acontecer-lhe se, apesar de desrespeitada, prejudicasse os que, por política, podem tê-la induzido ao silêncio.

Quando Caboclo visitou Del Nero e Teixeira, no início do ano, o fez, exatamente, para que interviessem no assunto.

Por alguma razão, ou razões, os ‘ventríloquos’ decidiram, meses depois, trocar o boneco.

A CBF é, há anos, conforme comprovam investigações da Justiça americana, governada por imorais.

Alguns com hábitos, inclusive pessoais, semelhantes ao de Caboclo, outros apenas pensando em dinheiro.

Como salvar o futebol brasileiro desse ciclo?

No atual contexto, em que os cartolas de clubes são quase todos da mesma laia e os dirigentes de Federações sobrevivem dos repasses compradores de voto, é quase impossível.

Até porque, em meio ao caos, já se fala em Andres Sanches trabalhando para virar a mesa, o que poderia até mudar, após décadas, a cadeia de comando, mas, pelo que se sabe sobre ele, talvez até intensificasse as sujeiras.

‘O futebol brasileiro está lascado’, diria, com propriedade, o economista mais famoso do país.

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