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Atual presidente da Argentina teria “embolsado” US$ 2 milhões na transferência de Tevez para o Corinthians

macri e arribas

Publicamos, recentemente, que o novo presidente da Argentina, Maurício Macri, empossou o empresário de jogadores, Gustavo Arribas (ligado a Pini Zahavi, sócio de Kia Joorabchian), ao importante cargo de chefe da Agencia Federal de Inteligência, espécie de FBI argentino.

Presidente da Argentina coloca empresário de jogadores, acusado de ser mafioso, em importante cargo no Governo

Ambos relacionam-se desde 2005, quando das tratativas da transferência de Carlitos Tevez para o Corinthians.

Macri era presidente do Boca Juniors.

O negócio, absolutamente nebuloso, parece, após 11 anos, ter sido esquecido tanto pela imprensa local, quanto pela brasileira, mas será relembrado, em detalhes, pelo Blog do Paulinho.

No dia 01 de fevereiro de 2005, o então presidente do Boca Juniors (que, à época, já era investigado na Aregntina por crimes ligados a “lavagem de dinheiro”) garantiu que existia uma proposta de US$ 18 milhões do Corinthians pelo jogador, e que ela não seria aceita: “o negócio é impossível”, disse o então dirigente.

Tratava-se da conhecida prática de plantar dificuldades para colher facilidades.

Em apenas dois dias, tudo mudou.

Tevez trocou seu empresário anterior por Gustavo Arribas (atual chefe da AFI), então sócio de Kia Joorabchian e Pini Zahavi, que entrou no negócio com uma única missão, segundo o ex-presidente do Corinthians, Alberto Dualib, testemunha da transação: convencer, “financeiramente”, Macri a mudar de idéia.

“O presidente do Boca levou US$ 2 milhões e outros US$ 3 milhões foram divididos pelos empresários”, disse Dualib, em seu escritório, em bate-papo com este jornalista, no ano de 2009.

Faz sentido.

O Boca anunciou a venda, dois dias após dizer que o negócio era “impossível”, não pelos US$ 18 milhões alardeados, mas por US$ 16 milhões (registrando, inclusive, contrato neste valor na AFA.

Ao MP-SP, Kia, então dirigente da MSI, mostrou outro documento, no valor de US$ 19 milhões, garantindo, ainda, que outros US$ 2 milhões teriam sido pagos a título de comissionamentos a empresários.

Vale lembrar que o diretor de futebol do Corinthians, à época, não por acaso, era Andres Sanches, agora deputado pelo PT.

O negócio, e as diferenças de valores, foram denunciadas, no Conselho do clube e também no âmbito das investigações que cercavam o negócio MSI, pelo conselheiro alvinegro Romeu Tuma Jr., que chegou a afirmar:

“”(o negócio) não vai terminar bem porque os investigadores vão comprovar que há lavagem de dinheiro da máfia russa””.

Macri, antes contrário, após a “intervenção” de Arribas, entrou no “jogo”:

“Nós na verdade não temos nada a ver (com a origem do dinheiro), não temos razão para nos meter nisso”… “o Boca não tem um serviço de Interpol”.

Tempos depois, Macri, agora presidente da Argentina, demonstrou sua enorme gratidão a Arribas, empossando-o em cargo absolutamente incompatível com seu histórico de vida, em claro conflito, ainda, com o discurso populista que garantiu-lhe as eleições.

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