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Ministro da tapioca cala para manter boquinha

Do YOUPODE

A foto oficial do ministro. De boca fechada.

http://youpode.com.br/blog/alguemmedisse/2010/02/13/ministro-cala-para-nao-perder-boquinha/

No dia 1º de fevereiro, esse blog postou o seguinte texto com o título “Qual será a posição do ministro?”

“Esse blog enviou, essa manhã, as assessoras de imprensa do ministro Orlando Silva –  Maria José Mundin e Marcia Oliveira Gomes  – as seguintes perguntas para serem respondidas pelo ministro do Esporte:

1. O que o senhor achou da contratação do ex-premier Tony Blair para ser consultor das Olimpíadas de 2016?

2. Qual a sua opinião sobre o ex-primeiro-ministro da Grã-Bretanha?

3. Quando o senhor embarcou para Londres, já sabia dessa agenda com Tony Blair, ou foi surpreendido?

4. O senhor comunicou ao seu chefe, o Presidente Lula, de que participaria desse encontro?

5. Os dirigentes de seu partido, o PCdoB , foram informados previamente?

6. O sucesso das Olimpíadas depende da consultoria de Blair?

7. Pelo o que diz o governador Cabral, um grupo de empresários pagará as despesas dessa assessoria. Não existe nenhum outro item mais relevante, no orçamento, que poderia se pago por esse grupo de empresários?

8. O senhor não seria mais útil às Olimpíadas de 2016 se fosse detentor de um mandato popular, como o de deputado federal, já que seria na Câmara o porta-voz natural dos interesses olímpicos do país?”

Passados 13 dias, o ministro Orlando Silva nada respondeu, embora tenha, com certeza, recebido as perguntas.

O ex-presidente da UNE se comporta mais como um secretário de Sergio Cabral, do que como um ministro do Presidente Lula. E por isso ele não responde. Na verdade, ele não tem o que dizer.

Político sem voto, Orlando Silva de Jesus Junior, que adotou, políticamente, o nome do “Cantor das Multidões”, decidiu pegar a boquinha das Olimpíadas e está feliz da vida.

Conseguiu um emprego que vai até 2016 – isso é mais do que o mandato de um governador ou de um presidente. E o melhor, sem ter a chateação de prestar contas a quem quer que seja.

Aliás, prestar contas nunca foi o forte do ministro.

Até o episódio dos cartões corporativos, pouco se ouvia falar nele. Até o dia em que foi descoberta a farra dos cartões, quando chegou a pagar uma tapioca de R$ 8,30, com dinheiro dos cofres públicos.

A tapioca foi a ponta do iceberg.

Depois, viu-se que, dentre todos os ministros, ele tinha sido o terceiro que mais utilizara o cartão.

Só em um jantar em São Paulo, na região dos Jardins, o  ministro pagou uma conta de R$ 485,05, em um restaurante, onde o valor médio de uma refeição é de R$ 150,00. O pior é que, nesse dia, não constava de sua agenda nenhuma atividade em São Paulo.

Certo dia, a agenda dizia que o ministro ficaria em Brasília em despachos internos. Mas ele gastou nessa data R$ 196,23 em uma churrascaria do Rio. Descobriu-se que ele pagara hotel para a esposa, a filha e a babá, durante um final de semana na cidade sede das Olímpiadas de 2016.

Menos de 24 horas depois que a colega Matilde Ribeiro foi exonerada, por uso abusivo do cartão, Orlando Silva, em pleno sábado de Carnaval, convocou a imprensa para fazer um anuncio em tom solene: estava devolvendo aos cofres publicos, de uma só vez, não apenas a tapioca, mas tudo o que havia gasto com o cartão de crédito corporativo: R$ 30.870,38.

E assim salvou o pescoço.

Pode-se dizer que isso nada tem a ver com a visita que ele fez a Tony Blair.

Tem sim, pois assim como ele falseava o cartão – tanto que devolveu tudo o que gastou – ele falseia o governo a quem serve, e falseia o seu próprio partido, o PcdoB.

Quando Orlando Silva foi chamado a depor na CPI dos cartões, o ministro reclamou das distorções da imprensa:

“Tomei a decisão de recolher aos cofres públicos todas as despesas utilizadas por mim com os cartões corporativos. Foi uma atitude política, um gesto político, que refletiu a minha indignação. Eu percebi que havia uma escalada na distorção de informações que envolvia a minha própria reputação e a minha família. O meu patrimônio é minha família e minha história política. Não poderia tolerar ataques à minha honra, minha ética”.

Para que não houvesse novas “distorções” sobre o pensamento do ministro, esse blog enviou as perguntas.

E por que ele não responde?

Porque teria que discordar de Sergio Cabral. E isso ele não faz, pois quer a boquinha de autoridade olímpica durante os próximos seis anos?

Quem se dispõe, por livre e espontânea vontade, a tomar chá com Blair, além de sorrir para fotos e apertar a mão de um facínora, está disposto a tudo.

Ter Tony Blair como consultor das Olimpíadas será muito ruim.

Mas ter Orlando Silva como gestor das Olimpíadas do Rio será péssimo.

O Rio não merecia isso.

Apesar de jovem, o ex-presidente da UNE representa o que existe de mais atrasado na política brasileira.

O ministro também é o responsável pela requisição do Palácio Gustavo Capanema, onde quer instalar o seu gabinete de trabalho, quando estiver morando no Rio.

Até Carlos Nuzman já tirou o corpo fora. Disse que não conhecia as instalações e nada tinha a ver com essa idéia.

Já o ministro continua calado.

Se perder o emprego terá de disputar votos para que possa continuar na vida pública.

E eleição, pelo jeito, é o tipo de esporte que Orlando Silva prefere distância.

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7 comentários sobre “Ministro da tapioca cala para manter boquinha

  1. Thiago

    Qual o problema do Tony Blair? Apesar das suas perguntas ridículas, isso não ficou claro…

    Paulinho: Você não percebeu mesmo que o texto não é meu ?

  2. José Carlos

    Acho o Orlando Silva um corrupto, deveria ser banido de qualquer cargo público eternamente.

    Porém, nesse caso, pelo amor de Deus, né? É muita pretensão do YOUPODE (quem?) resolver mandar um questionário para um ministro e querer resposta diferente do silêncio. Ele não pode responder as perguntas de todos os brasileiros. Fosse um canal de comunicação minimamente importante, poderíamos, talvez, inferir algo do silêncio de Orlando… mas YOUPODE? Poderia ser um questionário estilo “puxa-saco” ou um questionário “polêmico” como este, seria sumariamente ignorado de um jeito ou de outro.

  3. Celso

    DIRETO DO TÚNEL DO TEMPO: ORLANDO SILVA (PEGA NA MENTIRA):

    http://www.pedacodavila.com.br/materia.asp?mat=925

    “O governo não tem nada a ver com estádios.
    A cidade de São Paulo, por exemplo, tem o Pacaembu que a prefeitura está tentando fazer acordo com o Corinthians, pois o estádio é um prejuízo mensal para os cofres públicos.
    Ao invés de gastar dinheiro com estádio, o governo deve investir em educação,esporte, saúde e atividades que ajudem no desenvolvimento social e econômico da cidade.
    Acredito que estádios ou arenas multifuncionais são espaços não só para o futebol, mas para outras atividades e um empreendedor privado poderá administrar esse tipo de equipamento e ganhar dinheiro com isso.
    Aqui em São Paulo a situação é mais simples, pois o estádio escolhido é o do Morumbi.
    Ele já é privado e nem que eu quisesse poderia investir nele, pois a lei não permite dinheiro público para construção de interesses privados.”

  4. André santiago

    Mais um safado, pq isso é ato de um safado.
    Corrupto, safado, bandido e incompetente.
    Ele teria obrigação de responder a perguntas do cidadão que paga impostos e o cartão que ele usa de forma safada e canalha.

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