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Médico, Diretor de futebol do Corinthians, é acusado de xenofobia e por colocar vida de paciente em risco

Ontem (10), o Blog do Paulinho comprovou que o médico Jorge Kalil, assim como seus pares do departamento de futebol do Corinthians, também ficou milionário, amealhando fortuna que aproxima-se dos R$ 35 milhões.

Na mesma matéria, revelou-se, por testemunho da ex-esposa, seu perfil violento e preconceituoso:

Diretor de futebol do Corinthians, com patrimônio de R$ 33,2 milhões, é acusado de ‘subtrair’ R$ 7,3 milhões da ex-esposa

Hoje apresentaremos outra denúncia grave contra o cartola, que envolve xenofobia e contém fortes indícios de desvio ético no desempenho da medicina.

Suas supostas ‘vítimas’, novamente, são mulheres.

Às 14h do dia 20 de setembro de 2019, no Hospital e Maternidade Santa Maria, a médica Ione Vasconcelos de Albuquerque (CRM 89.481), com a experiência de mais de 20 anos de carreira, iniciou procedimento de anestesia numa paciente, registrada sob atendimento nº 2024339, que se submeteria à cirurgia de varizes nos membros inferiores.

Para tal, aguardou o necessário jejum de oito horas.

No meio da cirurgia, o Dr. Jorge Kalil, provavelmente colocando em risco a paciente, passou a ofender a Dra. Ione, pelo fato dela não ter acatado suas ordens de antecipar o procedimento anestésico, ainda que em desconformidade com as indicações médicas do período necessário sem alimentação.

Testemunharam a discussão os doutores Francisco Giannattasio e a Dra. Mariana Myiaoca, além da técnica de enfermagem Ana Paula.

O bate-boca era desdobramento do desentendimento, pelo mesmo motivo, iniciado ainda antes dos procedimentos cirúrgicos, sob os olhares da enfermeira Fátima.

Trechos que selecionamos de ação movida pela Dra. Ione contra Kalil, em trâmite desde 01º de outubro de 2019, na Justiça de São Paulo, são reveladores:

Dra. Ione Vasconcelos de Albuquerque

“(…) uma vez que a paciente não havia completado o período completo de jejum no momento em que o Requerido queria iniciar a cirurgia, recusando-se a Requerente a anestesiá-la antes do tempo mínimo de jejum preconizado pela mais moderna literatura em anestesiologia médica para cirurgias eletivas, qual seja, as ditas oito horas”

“Já na sala de cirurgia, ao discutir com a Requerente, o Requerido alegou que em outros hospitais este procedimento cirúrgico é realizado com sete horas de jejum, afirmando que era “apenas uma cirurgia de varizes” e que “não dá processo””

“A Requerente, no entanto, mantendo-se firme em sua postura ética e com a responsabilidade profissional com que sempre pautou sua atividade, argumentou que era a literatura atualizada em anestesiologia que determinava o tempo mínimo de oito horas de jejum para cirurgias eletivas, ao que o Requerido respondeu: “só se for a Literatura do Nordeste que determina isso, pois aqui não””

“Ainda no mais absoluto desrespeito à Requerente, o Requerido chamou-a de “idiota” e determinou que ela se retirasse, pois não a queria mais em sua sala de cirurgia”

Após esse lamentável episódio, Dra. Ione representou contra Kalil no CREMESP e formalizou Boletim de Ocorrência por Injúria, além de promover ação judicial, em que pede indenização de R$ 80 mil a título de danos morais.


Conversa mantida por whatsapp entre a Dra. Ione e a Dr. Marina, Chefe dos Anestesistas do Hospital e Maternidade Santa Maria, no dia da confusão, comprovando que Jorge Kalil foi informado, duas semanas antes, da necessidade do paciente aguardar oito horas de jejum para ser anestesiado:


Representação contra Jorge Kalil no CREMESP (Conselho Regional de Medicina do estado de São Paulo)


Boletim de Ocorrência e Representação Criminal contra Jorge Kalil

 

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