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Diretor de futebol do Corinthians, com patrimônio de R$ 33,2 milhões, é acusado de ‘subtrair’ R$ 7,3 milhões da ex-esposa

Diretor adjunto de futebol do Corinthians, o Dr. Jorge Agle Kalil é tratado, no Parque São Jorge, pela alcunha ‘totó’, por conta da falta de constrangimento em aliar-se, sempre, aos que ocupam o poder alvinegro.

Em casa, porém, o comportamento é de ‘Pit-Bull’.

No final da gestão Dualib, ocupou o cargo de diretor de marketing, embora figurasse, em verdade, na condição de ‘laranja’ (definição do próprio, flagrada em grampo da polícia federal) da neta do presidente, que cobrava 30% de comissão sobre todos os negócios do clube.

Com a queda do presidente, Kalil escolheu se escorar em Paulo Garcia, acreditando que o dono da Kalunga seria eleito por conta do poder financeiro.

Não tardou, porém, para pular fora do barco e se aliar ao adversário Andres Sanches, a quem tratava como ‘ladrão’.

Pela adesão, galgou cargos em que, apesar de apenas fazer figuração (sem poder de decisão), foram suficientes para, como veremos a seguir, ajudar a melhorar muito sua condiçao financeira.

A vice presidência do Corinthians, além de uma diretoria, ainda que adjunta, de futebol, abrem oportunidades para diversas ações comerciais.

O Blog do Paulinho teve acesso à declaração de Imposto de Renda de Jorge Kalil e constatou a aparente incompatibilidade com a posse de bens e aplicações financeiras que estão em seu nome.

Todos listados, e por ele confessados, em ação litigiosa de separação em que a ex-esposa, Dra. Maria Elisa Ruffolo Magliari, relata uma vida de torturas psicológicas, agressões e profunda falta de respeito, a ponto dela ter precisado, para conseguir sair de casa em segurança (deixando o lar para o ex-marido), ingressar com ação judicial em segredo e somente retirar-se do local com ordem judicial, por liminar, que proporcionou-lhe acompanhamento de força policial e oficial de justiça.

Em 2018, o cartola alvinegro declarou ao Fisco ter recebido, por conta de seu trabalho como médico, ao longo de um ano, o rendimento de R$ 146,7 mil.

Média de R$ 12,2 mil mensais.

No Corinthians, o trabalho é voluntário.

Kalil possui fortuna, oficial, próxima dos R$ 35 milhões.

Precisamente, R$ 33.238.242,92.

Difícil imaginá-la no contexto de que o doutor, até pouco tempo atrás, passava por dificuldades financeiras, atendendo parte de seus pacientes num consultório de nível pouco acima do INSS, localizado à Avenida Celso Garcia.

Ouvimos, sob condição de anonimato, parente de Kalil que declarou:

“A família tinha seus apertos, mas sempre viveu confortavelmente, porém, desde que ele virou diretor do Corinthians, diretor desse Andrade e depois do Andres, o padrão mudou muito. Passamos de ricos a muito ricos”

“Ele investe esse dinheiro em imóveis, aplicações, carros de luxo e sobra ainda para a vida noturna”

Jorge Kalil, até o último dia 14 de julho, quando a liminar de separação de corpos tornou-se definitiva e a ex-esposa, por sentença do juiz Henrique Maul Brasílio de Souza, da 4ª Vara da Família, passou a ter direito a 50% de todo o montante, possuía os seguintes bens:


Andres Sanches e Jorge Kalil

Dinheiro em banco

  • R$ 20.030.694,38


Dinheiro em VGBL e PGBL

  • R$ 391.405,13


Dinheiro subtraído de aplicação financeira

  • R$ 7.318.360,41

A Dra. Maria Elisa acusou, e comprovou, na Justiça, que o Dr. Jorge Kalil subtraiu, após citado da separação de corpos, R$ 7.318.360,41 de uma conta Bradesco que tratava-se de propriedade conjunta do casal.

Foram dois saques superiores a R$ 3 milhões cada.

Ao judiciário, o cartola alvinegro não negou a ação, limitando-se a dizer que a quantia era ‘fruto de seu esforço’.

Não se sabe, ao certo, até o presente momento, o destino desse dinheiro.


Imóveis

  • R$ 4.673.826,00

Kali possui, em seu nome, treze imóveis (alguns partes de um mesmo complexo), que, avaliados em valor venal, perfazem o patrimônio de R$ 4.673.826,00.

Levando-se em consideração que, em regra, o preço comercial costuma dobrar o montante registrado, oficialmente, em documentação de cartório, não é difícil supor uma realidade próxima dos R$ 9 milhões


Veículos

  • R$ 823.957,00

Dr. Jorge Kalil possui uma frota formada sete veículos avaliados, na totalidade, em R$ 823.957,00

A predominância é de Mercedes Benz (04).


Maria Elisa Ruffulo Magliari

Se a vida de dirigente do Corinthians tem, aparentemente, proporcionado a Jorge Kalil uma posição financeira confortável, fora do clube o doutor meteu ‘os pés pelas mãos’, revelando, segundo relato da Dra. Maria Elisa, um perfil violento e preconceituoso, tanto no âmbito familiar quanto no convívio profissional.

Abaixo, selecionamos trechos relevantes, retirados das ações judiciais referidas na matéria:


Processo de Separação Litigiosa:


Processo de partilha de bens

“(…) cumpre destacar que o mesmo comportamento habitualmente autoritário e controlador que o Réu manifesta em sua vida pessoal, o qual acabou por levar a Autora a requerer, em maio de 2019, a dissolução judicial da união estável, também se repete em sua vida profissional”

“Embora sempre tenha sido sócia do Réu na empresa, na qual durante quase vinte anos prestou serviços, atendeu pacientes e contribuiu diretamente para o relevante aumento patrimonial da
Sociedade, a Autora nunca recebeu qualquer prestação de contas do Réu”

“O Réu sempre fez o que bem entendeu na gestão da Sociedade, sem dar qualquer satisfação à Autora”

“Há relevantes indícios, inclusive, de confusão patrimonial realizada pelo Réu, que se utilizava dos bens e recursos da Sociedade como se fossem exclusivamente seus”

“(…) imediatamente após ser citado em 26/06/2019 na referida ação de dissolução, o Réu iniciou verdadeira dilapidação do patrimônio da Sociedade, literalmente esvaziando as contas bancárias e os investimentos da empresa”

“Para se ter uma ideia, em junho de 2019, dias antes de o Réu tomar conhecimento da ação de dissolução de união estável, a Sociedade possuía R$ 7.318.360,41 investidos no Banco Bradesco”

“Contudo, após o Réu ser citado em 26/06/2019 na ação de dissolução de união estável, o referido investimento foi sendo esvaziado, até que, praticamente, restou zerado em outubro de 2019 (o
Réu deixou apenas R$ 324,86 na conta investimento!)”

“(…) o gráfico da Posição Líquida dos Investimentos da Sociedade é sintomático: o valor investido pela Sociedade vinha aumentando mensalmente até junho de 2019, mês em que o Réu foi citado na Ação de Dissolução de União Estável. A partir daí, já em julho de 2019 foi realizada uma retirada pelo Réu de mais de R$ 3 milhões e, em setembro de 2019, foram realizadas outras retiradas em montantes elevados, o que reduziu o saldo de investimentos da Sociedade de aprox. R$ 7,3 milhões para meros R$ 324,86, em um período de cerca de 04 meses”

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