A teimosia de Ancelotti com Endrick

Ontem, novamente, apesar das claras evidências de que deveria agir de forma diferente, o treinador Carlo Ancelotti prejudicou a Seleção Brasileira ao não colocar para jogar o jovem Endrick.
Se é inconcebível que o atacante seja reserva de Igor Thiago, pior ainda foi mantê-lo no banco justamente no momento em que a equipe passava apertos contra Marrocos.
É a teimosia que impede o treinador de fazer o óbvio.
Algo que vem desde os tempos de Real Madrid, quando preteriu o mesmo Endrick por opções menos qualificadas, perdendo a oportunidade de montar um ataque com o brasileiro, Mbappé e Vini Jr.
Internamente, o discurso é sempre o de preservá-lo em razão da idade.
Em Copa do Mundo, porém, essa justificativa não convence.
Se, na Espanha, ainda poderia haver o argumento da adaptação ao futebol europeu — embora Endrick jamais tenha demonstrado estar abaixo dos demais —, o período de protagonismo no Lyon, somado às atuações recentes e decisivas pela Seleção Brasileira, qualifica-o para ser tratado de maneira igualitária dentro do grupo de jogadores, apesar de ser nitidamente superior a alguns dos concorrentes pela posição.
Maduro e consagrado na profissão, Ancelotti não pode permitir que a própria teimosia interfira negativamente no curso da história.
Tomara a realidade se imponha e estimule o treinador a mudar.
Com Endrick em campo, o Brasil amplia suas chances de conquistar o sonhado hexacampeonato.
Sem ele, a conquista pode até acontecer, mas será bem tortuosa.


Protagonismo no Lyon? Até o treinador, Paulo Fonseca, reclamou na imprensa que esperava mais em diversos jogos. Jogar contra reserva de PSG e times de terceira divisão na Copa da França foi o “compendium” em território francês de um bom jogador porém nenhuma assumidade como restratado!