A lamentável absolvição de Claudinei e Valmir no Corinthians

Após serem expulsos do Corinthians, Claudinei Alves e Valmir Costa — sócios de Augusto Melo não apenas em negócios no PSJ, mas também no Barbarense — recorreram ao plenário do Conselho Deliberativo e foram, lamentavelmente, absolvidos.

Claudinei, por 54 votos contra 32, além de duas abstenções; Valmir, por 57 a 32, também com duas abstenções.

Essa mudança de rumo só foi possível mediante acordos entre grupos que se movimentam de olho na sucessão eleitoral que se aproxima.

A defesa de Claudinei dividiu-se em duas partes.

Na primeira, o advogado alternou sua fala entre bajular Romeu Tuma Junior, presidente do Conselho, e gritar que Claudinei tinha passado ilibado, para constrangimento até de quem votaria a favor dele.

O próprio defendido também falou, chegando a chorar em meio ao clamor por sua absolvição.

Melhor do que o defensor de Claudinei — ou pior, dependendo do ângulo de análise — foi o comportamento do desembargador Ademir Benedito, que, como se fosse advogado do recorrente, puxou o argumento da pena alternativa não inserida na avaliação, o que acabou servindo de muleta para a justificativa de muitos votos.

Argumento que facilitou também a vida de Valmir, curiosamente defendido por Carlos Elias, ex-advogado de André Negão e Mané da Carne, que, numa sequência de lapsos, trocou diversas vezes a palavra “dosimetria”, referente à definição da pena, por “dosometria”.

Em seu momento, Costa limitou-se a dizer que não tinha traquejo para falar ao microfone e, com falas pouco produtivas, clamou pela absolvição.

Como as cartas estavam marcadas, obteve êxito.

Levando-se em consideração que as cabeças das cobras não foram cortadas, não é impossível que uma delas se aventure numa candidatura presidencial ou se junte a outra, em troca de cargo importante previamente acertado, nas próximas eleições do Corinthians.

Nos bastidores, o comentário era sobre uma possível dobradinha com o não menos desfrutável André do Bilhão, de perfil semelhante — inclusive na mitomania — ao de Augusto Melo, ex-parceiro dos agora absolvidos.

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