Declaração do filho de Gilmar Mendes sobre Neymar revela o que é a CBF

Segundo Lauro Jardim, em O Globo, Francisco Mendes, filho do ministro Gilmar Mendes — apontado por muitos como quem, de fato, exerce influência determinante na CBF — teria afirmado, durante o imoral evento apelidado de “Gilmarpalooza”, ter sido o responsável pela convocação de Neymar para a Copa do Mundo.
Pode ser verdade.
Essa gente é capaz de tudo.
Mas também pode tratar-se de mero garganteio de alguém que, com limitada qualificação intelectual, sente necessidade de parecer mais importante do que realmente é.
Mendeszinho é apenas um peão do pai, e todos sabem disso.
Manda em Samir Xaud, presidente formal da Casa Bandida, porque este, desde sempre, submeteu-se à condição de subordinado, satisfeito com o prestígio, a vaidade e as oportunidades comerciais que gravitam em torno do cargo.
De uma forma ou de outra, Carlo Ancelotti saiu desmoralizado.
Se convocou Neymar por pressão externa, apequenou-se.
Se não o fez, mas permitiu que terceiros se atribuíssem tal influência sem qualquer desmentido, também.
Talvez tenha trocado o silêncio conveniente pelos próximos quatro anos de contrato, que lhe renderão, no mínimo, R$ 5 milhões por mês.
A CBF é um ambiente tão imundo que consegue arrastar para a lama até mesmo aqueles que jamais tiveram fama de serem influenciáveis, para não dizer coisa pior.
