Jorge Jesus e a torcida do Flamengo tem objetivos diferentes

Quando o treinador Jorge Jesus chegou ao Flamengo o objetivo principal, acima de montar uma grande equipe, era o de servir como soldado de agentes ligados ao grupo do qual faz parte o iraniano Kia Joorabchian.
Não à toa tentou-se primeiro o Atlético/MG – parceiro histórico de Ricardo Guimarães, dono do BMG, que é associado ao intermediário.
A oportunidade de gerir o Flamengo se deu após encontro de Kia com Marcos Braz, que também é afeito a essas iniciativas.
Por conta disso, Jesus foi contratado antes da queda de Abel Braga e, já no Brasil, assistiu a jogo do clube num dos camarotes do BMG, ao lado de Guimarães e Lucca Bertolucci (preposto do iraniano)


Pouco antes, Jesus foi flagrado em reunião com Pini Zahavi – ligado a Kia, justamente com quem Marcos Braz se encontrou às costas de Abel Braga.

Toda essa movimentação foi noticiada, à época dos fatos, pelo Blog do Paulinho:
Obviamente, após a efetivação do negócio, o Flamengo esperava que um bom trabalho fosse realizado, mas o objetivo principal das pessoas envolvidas era, primordialmente, a realização de bons negócios.
Porém, no meio disso tudo, Jesus teve desempenho histórico, com cinco títulos e um vice-campeonato mundial.
Há um paralelo semelhante ocorrido no Corinthians: quando Andres Sanches contratou Ronaldo Fenômeno, quase aposentado, a intenção era lucrar com marketing e também politicamente, mas, por sorte e felicidade do clube o atleta, em último suspiro de genialidade, jogou seis meses magníficos, suficientes para encobrir todo o restante.
Foi assim no Flamengo.
Ocorre que, agora, com a moeda brasileira cada vez mais desqualificada, Jesus foi ‘convocado’, sem possibilidade de recusar, a assumir outro ‘posto de negócios’, bem conhecido de seus parceiros comerciais.
O Benfica, historicamente, serve de entreposto de atletas, espécie de vitrine de jogadores brasileiros e africanos que precisam abrir espaço para voos maiores no futebol europeu.
Esse é o ponto: objetivos.
Jorge Jesus fez história no Flamengo e, certamente, jamais se esquecerá de sua passagem pelo rubronegro, mas, diferentemente do torcedor, é, antes de tudo, um homem de negócios.
