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Constrangedora final da “Taça Guanabara” deveria ser ponta-pé inicial para fim dos estaduais

Dentro da normalidade, poucos campeonatos são mais constrangedores do que a atual Taça Guanabara (outrora importante e tradicional), primeiro turno de um Campeonato Carioca que, há anos, apresenta, em todas as suas fases (Copa Rio, finais, etc), futebol e organização de bastidores de fazer corar qualquer amante do esporte.

Trata-se de retrato fiel do que se tornou o Rio de Janeiro nos últimos anos, que deixou de ser a “cidade maravilhosa” para tornar-se front de milícias e traficantes.

Os clubes, sejam eles grandes ou pequenos, quando não geridos por marginais, estão à merce de incapazes.

O vencedor do torneio, em regra equipe fraquíssima que, no semestre seguinte, luta para não cair no Brasileirão, comemora a irrelevante taça como se erguida em campeonato mundial, satisfazendo torcedores que, por absoluta carência, fingem acreditar na importância do momento.

Porém, o que se viu ontem, com uma final sendo disputada em portões fechados, que depois abriram e tornaram a fechar em questões de minutos, em absoluto desrespeito aos compradores de ingressos, que, por fim, puderam assistir ao jogo apenas após o 30º minuto de iniciado, foi o ápice da imoralidade.

Sequer se faz necessário retomar as críticas ao presidente do Fluminense, grande articulador – com os cartolas vascaínos de coadjuvantes, dos “portões fechados” para este embate, tamanha a inexpressividade do sujeito, apesar de que os feridos em confronto fora do estádio deveriam, de fato, ser colocados em sua conta.

A questão, absolutamente relevante a ser debatida, é que este episódio deveria representar o “ponta-pé” para o fim dos Estaduais no Brasil, que, se antes eram relevantes, hoje servem apenas para sustentar os dirigentes de federações e agentes de jogadores – com seus co-ligados bem posicionados nos clubes, que lhes dão guarida em troca do retorno financeiro das negociatas.

Nem mesmo o único torneio do gênero que, por conta do poder financeiro, aparenta alguma organização, o de São Paulo, merece ser visto, tamanha a ruindade das equipes do interior – e algumas da Capital, que já foram fortes, mas hoje também são meras vitrines de aproveitadores.

O próprio público, em todos os estaduais, já percebeu o engodo e comparece apenas nas partidas finais, mais por fanatismo do que pelo futebol apresentado.

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