A marcação ‘à la Gamarra’ de Cabo Verde

O goleiro Vozinha vem sendo apontado pela mídia como o grande destaque da exitosa epopeia de Cabo Verde diante da poderosa Espanha, no inesquecível empate sem gols pela Copa do Mundo dos EUA.

De fato, fez grandes defesas e merece todos os elogios.

Porém, nada disso teria ocorrido sem o eficientíssimo setor defensivo africano.

Uma espécie de marcação “à la Gamarra”, em alusão ao lendário zagueiro paraguaio que quase nunca cometia faltas.

Cabo Verde, durante toda a partida, pressionado por uma das seleções mais poderosas do planeta, cometeu apenas uma falta.

Não me recordo de ter visto algo semelhante em um confronto tão desigual.

Além da disciplina tática dos jogadores, o grande responsável por isso é o pouco conhecido treinador Pedro Leitão Brito (56 anos), o Bubista, que passou boa parte da carreira comandando equipes irrelevantes.

Nos últimos seis jogos, sua seleção sofreu apenas um gol, demonstrando que o que ocorreu diante da Espanha é fruto de treinamento e organização, não obra do acaso.

Bubista é um nome a ser melhor observado.

Antes do Mundial, Bubista esteve no Brasil e realizou estágio no Cruzeiro, então comandado por Leonardo Jardim, hoje treinador do Flamengo.

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