Corinthians não podia apresentar seu presidente no evento da Democracia

Ontem, Walter Casagrande Júnior, ícone da Democracia Corinthiana, esteve, na condição de embaixador do histórico movimento, em evento com o prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, que, dias antes, exaltou a importância dos jogadores e dirigentes que ousaram, em plena ditadura brasileira, ensinar à população que valia a pena lutar contra o sistema.

Mais uma comprovação da dimensão do feito daqueles corajosos homens de preto e branco.

Generosamente, Casão, além de entregar ao nova-iorquino uma camisa do Timão personalizada com seu nome, também o presenteou com uniformes estampando os nomes de Sócrates e Wladimir, companheiros de luta daquele período.

Uma celebração da democracia acolhida por um político que ousa desafiar o período de trevas que assola os Estados Unidos neste momento.

O Corinthians, institucionalmente, também se fez presente.

Coube ao diretor cultural Rafael Castilho, acompanhado de Vinicius Cascone — ex-parceiro de Augusto Melo que hoje costeia o alambrado do Centrão alvinegro — presentear Mamdani com um artefato comemorativo da ocasião.

Por que não o presidente do clube?

Osmar Stabile esteve nos Estados Unidos dias antes, em uma mamata oferecida pela CBF que, institucionalmente, nada representava em termos de relevância, atendendo apenas aos interesses pessoais dos convidados.

Elementar.

É evidente que o prefeito de Nova York se preparou para encontrar Casagrande e os representantes alvinegros, a ponto de citar, além do movimento político, também os resultados esportivos daquela época.

Quão constrangedor seria tratar de democracia com um cartola que, durante a campanha presidencial de Jair Bolsonaro, ousou assumir a autoria de um vídeo, produzido pelo comparsa Edgard Soares, em exaltação canalha à ditadura?



E que, neste momento, trabalha nos bastidores para impedir a ampliação do colégio eleitoral do Corinthians com o objetivo único de controlar os votos existentes e perpetuar seu grupo no poder.

Ainda bem que Casagrande existe.

E que sua história, assim como a de seus companheiros de luta — confundindo-se com a própria trajetória da Democracia Corinthiana —, siga sendo a lembrança mais importante do Corinthians em todo o planeta.

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