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Marcelo Odebrecht confirma ligação de Andres Sanches com a BRASKEM, subordinada à Odebrecht

Andrés Sanches em reunião com Alexandrino Alencar (em pé)

Suspeita-se que a empresa esteja repassando propina da Odebrecht ao cartola alvinegro

O leitor do Blog do Paulinho, desde sempre, foi informado de que o executivo Alexandrino Alencar, gestor da BRASKEM (empresa subordinada à Odebrecht), seria o principal elo do presidente do Corinthians, Andres Sanches, com a construtora.

Ontem, comprovamos, com documentos, que ambos mantinham relações comerciais, com indícios de falcatruas, bem antes do negócio ‘estádio de Itaquera’.

Recentemente, Andres Sanches e outros cartolas do Corinthians foram delatados, por diretores da Odebrecht, como recebedores de propinas da empresa, para, em contrapartida, facilitarem o sobrepreço do empreendimento.

Existe, porém, a desconfiança de que o dinheiro prometido ao mandatário alvinegro estaria, ainda, sendo pago, em parcelas, através da BRASKEM, sob intermediação de Alencar, disfarçado em contratos fictícios com empresas, algumas existentes apenas no papel, ligadas ao cartola.

Para saber detalhes (com exposição de documentos) clique no link a seguir:

Ex-funcionário detalha falcatruas em empresa ligada a Andres Sanches

Sanches, há algum tempo, principalmente após ter sido denunciado, criminalmente, sob acusação de aplicar ‘golpes de arara’, tem negado a propriedade destes negócios, que atribui a ‘parentes’.

Não é o que disse Marcelo Odebrecht, em depoimento à Polícia Federal.

No vídeo, que o leitor poderá acessar logo abaixo, o ex-presidente da construtora, ao ser questionado sobre pagamento de propina a Sanches, tenta defendê-lo, dizendo tratar-se de ‘empresário rico’, que “não precisava” e ‘não pediria (vantagens indevidas)”, mas, acaba, nas entrelinhas, por entregá-lo.

Odebrecht deixa claro que pagou dinheiro ao presidente do Corinthians, que trata como “doação” via CAIXA 2, e explicita a ligação comercial do dirigente com a BRASKEM, colocando por terra qualquer tentativa do cartola de negar sua ligação com as empresas do grupo “Sol”.

“Andres Sanches era um cara que a gente conhecia como empresário, cliente da época da BRASKEM”

“Por isso que a relação do Alexandrino veio dele (Andres) porque ele era cliente nosso na BRASKEM”

“(…) o que pode ter acontecido é que a gente ‘doou’ para Andre(s), e, provavelmente, se era uma relação ‘diferenciada’ (ilícita), provável que tenha tido doação de ‘Caixa 2′”

Em determinado momento, pressionado, Marcelo admite a ocorrência de “condutas ilícitas” na construção da Arena de Itaquera, sem, porém detalhar quais:

“(…) óbvio que um processo desse (construção do estádio de Itaquera) pode ter tido alguma conduta que tenha sido ilícita… aonde teve, exatamente, a conduta ilícita tem que ser verificada”

Ao ser questionado sobre “quem vai pagar a conta no final” desses atos de corrupção, o empreiteiro foi claro:

“(…) no final, perde a gente (Odebrecht), perde o Corinthians, perde a CAIXA… perde todo mundo… é o tipo de ‘jogo’ em que todo mundo perde”

Outra revelação que, contextualizada nos dias atuais, demonstra bem a razão da perda de paciência da CAIXA com o Corinthians é o estranho descumprimento do clube num acordo que previa priorizar a quitação da dívida com o banco antes da construtora:

“Em tese o que está em risco hoje: o financiamento da CAIXA… a única vantagem que a CAIXA tem é que ela é ‘Senior’… nós (Odebrecht) somos ‘Junior’… quer dizer, se ‘ferra’ a gente antes da CAIXA… o primeiro dinheiro que pingar não vai para a gente, vai para a CAIXA”

Que razões levariam o Corinthians a, deliberadamente, quitar uma dívida com a Odebrecht, com quem mantinha litígio de prestação de contas sobre a entrega das obras (de acordo com o combinado), se seus dirigentes sabiam que o calote em pendência com a CAIXA resultaria nos problemas judiciais e prejuízos financeiros divulgados nas últimas semanas ?

Por fim, Marcelo, ao elencar os participantes de uma reunião em sua residência, na data em que definiu-se que o estádio da Copa seria o do Corinthians, reitera a relação antiga entre a BRASKEM e Andres Sanches:

“Esse alinhamento inicial acabou fechando-se num jantar que teve lá em casa (…) o jantar foi na época da transição, 13/01/2011… (esteve lá) o Andres Sanches, representando o Corinthians, o Rosenberg, também representando o Corinthians… eles trouxeram o Ronaldo, o Fenômeno, só pra dar uma importância ao evento, na visão deles… (…) e o Alexandrino (BRASKEM) que tinha uma relação antiga com o Andres Sanches…”

Os indícios da utilização da BRASKEM para beneficiar o presidente do Corinthians, assim como sua ligação com a empresa, são nítidos.

É obvio, também, o milionário prejuízo gerado ao clube com a priorização de pagamentos à Odebrecht.

Fosse uma grande empresa, ou até mesmo um clube fiscalizado por um Conselho Deliberativo sério, Andres Sanches seria afastado da presidência e reclamado a ressarcir os cofres alvinegros.

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2 comentários em “Marcelo Odebrecht confirma ligação de Andres Sanches com a BRASKEM, subordinada à Odebrecht”

  1. Quando alguém é preso, a reação normal do(a) acusado(a) é ligar para um parente ou para seu advogado para pedir ajuda. Quando Alexandrino Alencar foi preso pela Lava Jato, ao invés de ligar para seu advogado ou parente, ele ligou para a sede do Instituto Lula, alguém acredita que ele ligou para número errado???

  2. Como esse paulinho
    Do sabe falar mau do timao
    Isso porque ele e k andres
    E brigado entao so tenta jogar a torcida contra o time

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