Advertisements

Duílio tenta empurrar dívida do Corinthians com a CAIXA para o próximo presidente

Duílio ‘do Bingo’ Monteiro Alves, André Negão e Adilson Monteiro Alves

Há mais de dois anos sem quitar uma parcela sequer do empréstimo intermediado pela CAIXA com o BNDES para construção da Arena de Itaquera, a dívida do Corinthians, com acréscimo de juros, multas e demais correções, só aumenta.

Em meio a esse período, o banco entrou na Justiça e exigiu a quitação do contrato, à vista, que, em valores atualizados corresponderia aos quase R$ 800 milhões atribuídos ao custo total da obra, quando entregue em 2014.

Ou seja, as parcelas honradas com a CAIXA e também a quitação de quase toda a dívida com a Odebrecht, através do repasse de mais de R$ 500 milhões em CIDs, foi para o espaço.

Em agosto, a Justiça concedeu novo prazo para que as partes entrem em acordo.

Seja ele qual for, o Corinthians já perdeu.

O clube deverá conseguir o alongamento da dívida, que ultrapassará, em muito, o período previsto inicialmente para quitação, além de, por óbvio, se ver pagando o equivalente a dois ou três estádios no preço final.

Doze anos a mais.

É estimado que, em vez de parcelas, o Fundo (que o Corinthians, sem sucesso, tentou tirar da jogada) realizará pagamento único, anual, aos credores.

Ou seja, o dinheiro dos ingressos e demais arrecadações da Arena, em vez do repasse automático, previsto em contrato, ficaria em poder dos intermediários, servindo para utilizações diversas, entre as quais aplicações financeiras.

Tudo isso, sem prestação de contas ao clube, porque as contabilidades, desde o início da parceria, nunca foram expostas, muito menos confrontadas.

O Timão quer fixar o valor próximo dos R$ 38 milhões; o banco quer R$ 50 milhões.

A CAIXA quer a dívida fixada no montante corrigido (quase R$ 800 milhões); o Corinthians batalha para mantê-la nos R$ 569 milhões atribuídos na inicial do processo.

O presidente Duílio ‘do Bingo’, sob argumentação de problemas gerados pela pandemia, sugeriu que o primeiro pagamento ocorra somente em dezembro de 2023, ou seja, quando ele não mais estiver no poder.

Nesse prazo de carência, novos juros e correções seriam inseridos.

Trata-se de óbvia utilização do clube para favorecimento de projeto político do grupo que detém o poder.

Em meio a esse tempo, o Timão seria gerido sobre a falsa sensação de dinheiro sobrando, com o problema sendo repassado ao próximo que sentar na cadeira.

Vale lembrar que o Corinthians deve quase R$ 50 milhões ao Arena Fundo, o que, certamente, dificultará ainda mais a possibilidade de reunir o dinheiro necessário para honrar com o compromisso.

O Conselho Deliberativo alvinegro, que, não se sabe por falta de coragem, organização ou competência, desconhece qualquer detalhe desta negociação e nunca, em momento algum, foi apresentado a contratos que poderiam minimizar o problema (como o dos naming-rights), precisa decidir se seguirá obsoleto ou trabalhará para que os interesses do clube, não de determinado grupo, sejam preservados.

Facebook Comments
Advertisements

Deixe uma resposta

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.

Open chat
Olá, seja bem vindo ao Blog do Paulinho ! Deixe aqui suas dúvidas, sugestões e denúncias. Todas as mensagens serão lidas
%d blogueiros gostam disto: