Neymar e Pikachu

Dias após Neymar enfrentar justas críticas contra seu péssimo comportamento ao agredir, covardemente, um torcedor do Rennes, em meio à cerimônia de premiação da Copa da França, episódio semelhante ocorreu no Brasil.
O novo protagonista, Yago Pikachu, do Vasco da Gama, partiu para cima de um jovem que hostilizava os atletas de sua equipe no aeroporto de Manaus.
Apesar das semelhanças de procedimentos, a reação posterior de ambos definiu, se não o que pode se esperar deles, ao menos que Pikachu está melhor assessorado.
Neymar, com a prepotência peculiar, não se desculpou pelo ocorrido, enquanto Pikachu, prontamente, o fez, pelas mídias sociais.
Se do primeiro já se tem a certeza de que, desde o alicerce familiar, sempre houve pouca margem à evolução, apesar das oportunidades generosas que a vida proporcionou, espera-se que o segundo, ao contrário, ainda esteja em tempo de melhorar.
Seguir o exemplo de Neymar, até dentro de campo, excetuando-se os brilharecos de habilidade, talvez não seja um bom caminho, ainda mais diante doutros modelos de condutas melhores no mercado, como Messi e Cristiano Ronaldo.
Fora das quatro linhas, então, seria quase como condenar Pikachu, dono de uma carreira que, aos 27 anos, está cruzando o limite entre o promissor e o decepcionante, definitivamente, ao ostracismo.
