Neymar, Robinho Junior e a ‘sindicância’ do Santos

Após passar horas tentando encobrir o incidente em que o desequilibrado Neymar agrediu o garoto Robinho Junior em treinamento do Santos, a diretoria do clube, sem alternativa diante dos vazamentos de informações, publicou nota oficial:
“Por determinação da presidência, foi instaurado, logo após a ocorrência dos fatos, processo de sindicância interna para analisar o episódio que envolveu os atletas. O Departamento Jurídico está responsável pela condução da sindicância.”
Evidentemente, não é verdade.
Trata-se de uma tentativa de ganhar tempo para encontrar uma solução que possa apaziguar o problema.
Se houvesse, de fato, interesse em investigar, não faltariam elementos: há testemunhas, filmagens e a denúncia formal da vítima.
Confirmada a versão corrente, Neymar teria que ser demitido por justa causa do Peixe.
Mas como fazê-lo devendo mais de R$ 100 milhões ao jogador, com o CT da base comprometido pela pendência?
Ao que tudo indica, a covardia de Neymar — que dificilmente partiria para cima do rapaz se o pai dele estivesse em liberdade — será perdoada e, mais provavelmente, acabará prejudicando o agredido.
