UV boicota reunião do Conselho do Corinthians, mas já trabalha para comprar os votos da Assembleia

Ontem, o Conselho Deliberativo do Corinthians finalizou a análise e a votação dos destaques que, se referendados em Assembleia Geral, serão incorporados ao Estatuto vigente.

Para surpresa de ninguém, o grupo União dos Vitalícios boicotou a reunião.

Deram-se por satisfeitos com a primeira votação, que manteve diversos privilégios indecentes, entre os quais a possibilidade de contratação de parentes de conselheiros — prática que também agrada ao Centrão.

Estudam, ainda, judicializar a apreciação dos destaques que, a contragosto, autorizou a participação, nestas eleições, dos sócios do ‘Fiel Torcedor’, agora submetidos à exigência de três anos de associação — assim como ocorrerá com os associados do clube, além da redução do número de conselheiros vitalícios de 100 para 50.

Se participassem do encontro, chancelariam tacitamente as mudanças.

Em outro flanco, em caso de fracasso jurídico, o UV, especialista em compra de votos e em conchavos imorais, já atua na cooptação de associados que votarão na Assembleia.

Ofertas não faltam: dinheiro, cargos, empregos e qualquer benesse que possa garantir a derrubada das alterações.

Cabe ao associado honesto, se abordado, denunciar.

Inclui-se nesse pacote a possibilidade de Osmar Stabile concorrer novamente à presidência, cenário viabilizado pelas chapinhas que ajudou a eleger.

Apesar de integrante do UV, o atual presidente, que havia prometido, em troca de apoio, não disputar a reeleição, deixou-se seduzir pelo cargo e decidiu seguir pelo caminho oposto — movimento que, salvo coalização de interesses, tende a provocar a traição de seus próprios pares.

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