Stabile mantém o Corinthians associado ao crime organizado

O Blog do Paulinho informou, há alguns dias, que o Corinthians contratou, para a gestão das contas do Arena Fundo, as empresas ASAROCK Asset Management e Genial Investimentos CTVM.
Na prática, porém, manteve-se a estrutura anterior, após a REAG Investimentos ser liquidada pelo Banco Central, na esteira de investigações que a ligam ao PCC.
Ontem, novas informações reforçaram esse cenário.
Ação fiscal cautelar promovida pela Procuradoria da Fazenda do Estado de São Paulo determinou o bloqueio de R$ 176 milhões em recursos ligados à Genial Investimentos.
Trata-se de desdobramento da Operação Carbono Oculto, investigação da Polícia Federal que apura a utilização de empresas do setor financeiro para lavagem de dinheiro do crime organizado.
A Genial estaria envolvida em esquema com postos de combustíveis controlados pelos empresários Mohamad Hussein Mourad e Roberto Augusto Leme, conhecidos como Primo e Beto Louco.
Não é crível que o presidente do Corinthians e, sobretudo, os responsáveis pelas áreas financeira e jurídica do clube — como o irmão de Rozallah Santoro, diretamente ligado ao Arena Fundo — desconhecessem estar diante de uma simples troca de CNPJs, com a manutenção dos mesmos personagens da operação anterior, bem como dos riscos inerentes à fraude evidente.
Urge investigação.

Novo Regulamento
No último dia 28, Asarock e Genial protocolaram na CVM o novo regulamento do Arena Fundo FII.
O modelo concentra poderes relevantes a ambas, permite a contratação de partes relacionadas, limita a responsabilidade dos prestadores de serviço e reduz, na prática, a capacidade de fiscalização dos cotistas (Corinthians).
Além disso, o fundo admite patrimônio líquido negativo, com possibilidade de novos aportes, e não oferece qualquer tipo de proteção ao investidor.
Ou seja, na falta de recursos, será o caixa do Corinthians a suportar a reposição.
Em síntese, o clube se vincula a uma estrutura que combina risco jurídico, fragilidade de governança e baixa previsibilidade financeira — cenário que, longe de resolver os problemas da Arena, poderá ampliá-los.
No link a seguir o leitor terá acesso ao Regulamento do Arena Fundo:
Vale relembrar que a assembleia de cotistas concedeu à REAG, administradora substituída, quitação ampla, geral, irrevogável e irretratável, abrangendo todos os atos praticados até a transferência de comando.
Os cotistas — entre eles o Corinthians — também renunciaram expressamente a qualquer direito de questionamento futuro, inclusive sobre fatos ainda desconhecidos.
Além disso, todos os atos de gestão foram aprovados em bloco, sem análise individualizada, configurando, na prática, uma espécie de anistia preventiva dentro da própria estrutura que deixava a administração.
O documento ainda aponta que as demonstrações financeiras de 2023, 2024 e 2025 — nenhuma auditada — sequer foram submetidas à deliberação, evidenciando que a troca de gestão ocorreu sem a mínima avaliação das contas.
Este é o quadro.
Enquanto o Corinthians se afunda, o conluio entre União dos Vitalícios, Centrão e Renovação e Transparência, em vez de coibir práticas potencialmente criminosas, a elas se associa, objetivando, tão somente, a manutenção dos privilégios de poder, a qualquer custo.

Resposta da Genial Investimentos
