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Condenado, cartola paraibano desafia Justiças comum e desportiva

No último domingo (22), Breno Morais, ex-vice-presidente do Botafogo/PB, recebeu das mãos da Presidente da FPF, Michele Ramalho, a medalha de campeão 2019, mesmo estando banido do futebol e de qualquer prática oriunda deste esporte, pelo STJD.

Abusado, o cartola paraibano fez ainda pior à noite, nesta mesma data.

Indiciado pela “Operação Cartola”, da Polícia Federal, que investiga diversos crimes cometidos no futebol paraibano, entre os quais compra de árbitros e de resultados, Breno somente não está preso por conta de medidas cautelares, impostas pela Justiça da Paraíba, confirmadas, após recurso, pelo Tribunal de Justiça.

São elas:

  • proibição de ausentar-se da comarca sem autorização judicial;
  • proibição de ter acesso a entidades desportivas paraibanas, bem como quaisquer eventos esportivos atrelados ao futebol local;
  • obrigatoriedade de cumprir distância mínima de 400 metros de testemunhas e investigados e/ou denunciados no caso, salvo se forem parentes;
  • recolhimento em residência no período noturno até a manhã do dia seguinte (entre 20h e 08h);
  • obrigação de comparecer, uma vez ao mês, em cartório judicial e de entregar o passaporte à Justiça

O simples contato com a presidente da Federação e o recebimento da medalha já ensejariam no descumprimento de duas destas medidas, mas Breno, em absoluto desrespeito à Justiça, decidiu comemorar o título paraibano durante à noite, na praia, tomando cerveja, exibindo a premiação em seu peito.

Houve também descumprimento de tremos da pena imposta ao cartola pelo STJD, que são os seguintes:

  • Suspensão por 360 dias, mais multa de R$ 30 mil por infração ao Art. 237 do CBJD, deixando de aplicar o artigo 238 e 239, com base no artigo 183;
  • Suspensão por 120 dias, mais multa de R$ 30 mil por adulteração de sumula, com base por infração ao Art. 234 do CBJD;
  • Multa de R$ 30 mil e banimento do esporte por infração ao Art.242 do CBJD e Arts. 62 e 69 do Código Disciplinar da FIFA, deixando de aplicar a pena do artigo 243-A e 243-B, face ao artigo 183 – todos do CBJD.

Nesse contexto, cabe agora aos órgãos judiciais e policiais instaurarem inquérito para punir não apenas Breno Morais, que, explicitamente, descumpriu diversas decisões das Justiças (comum e desportiva), mas também aos seus facilitadores, evidentemente cientes de que não poderiam tê-lo ajudado.

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