As Brabas e os Frouxos na queda de Cuca

Previsível, diante da barbárie cada vez mais esmiuçada, mas, principalmente, pela covardia do agressor em não tentar se redimir, a queda de Cuca teve também como protagonistas algumas Brabas e muitos Frouxos.

Histórico o protesto das jogadoras do Corinthians contra a contratação do treinador.

Patético, porém, o recuo de Arthur Elias, pressionado pela diretoria alvinegra.

Duílio e Adilson Monteiro Alves serão lembrados, para sempre, pela indelével mancha na história do clube e pelo absoluto desrespeito às mulheres.

Algumas delas, conselheiras do Corinthians, também se posicionaram e foram representadas em manifestação pública no Conselho Deliberativo; enquanto isso, em meio ao apoio masculino, alguns Frouxos se omitiram, parte deles alinhados com o machismo.

Diferentemente das Brabas, os jogadores do Corinthians avalizaram Cuca com abraço coletivo, ao final da vitória contra o Remo.

Verdadeiro tapa na face da sociedade, e da vítima.

Religioso, o treinador tornou a se esconder, sob os olhares de todos, na imagem de Nossa Senhora, que, certamente, não aprovaria o estupro de Berna nem as mentiras contadas para escondê-lo.

No jornalismo tivemos Brabas e Brabos trabalhando pela verdade; Frouxos e Frouxas distorcendo-a para manter interesses.

Porém, na retaguarda de todos estava a sociedade civilizada.

Sem a mobilização dos que entenderam a mudança do mundo nos últimos anos, prevaleceriam os preconceituosos, os espertalhões e, em alguns casos, quem possui grande dificuldade em se atualizar.

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