Saiba as razões que levaram a Odebrecht a conceder “agrados” ao ex-diretor de finanças do Corinthians

andres e raul

Publicamos, ontem, indícios de que o ex-diretor de finanças do Corinthians, Raul Corrêa da Silva, teria recebido “agrados” da Odebrecht, construtora do estádio de Itaquera, tudo indica, dissimuladas em dois contratos de prestações de serviços com empresas a ela coligadas:

R$ 5 milhões: ex-diretor de finanças do Corinthians teria recebido “agrados” da ODEBRECHT

O objetivo seria obter a anuência do dirigente em aditivos que elevaram o preço da Arena, iniciado em R$ 330 milhões, para exorbitantes R$ 1,2 bilhão (sem contar as várias correções).

Mas por qual motivo, após ter garantido o apoio do deputado federal Andres Sanches, à custa também de “agrados”, que, segundo a Policial Federal foram intermediados pelo vice-presidente André Negão (que, por razões óbvias, deve ter retirado seu percentual), haveria a necessidade de “felicitar” Raul Corrêa, em tese, subalterno dos ex-presidentes (foi dirigente também na gestão Mario Gobbi) ?

O art. 110 do Estatuto do Corinthians, em seu Item nº 27, responde bem a questão:

Ar.t 110 – São atribuições do Presidente da Diretoria:

27 – assinar, em conjunto com o Diretor de Finanças, títulos ou papéis de créditos, contratos e documentos financeiros;

Ou seja, sem a assinatura de Raul Corrêa da Silva, não existiria contrato de estadio, contrato de financiamento com a Caixa, formação de Fundo, absolutamente nada.

Por que o Diretor de Finanças (e também os outros signatários), levando-se em consideração tratar-se de um auditor, presidente da BDO/RCS, por consequência, nada leigo neste tipo de assunto, aceitaria colocar em risco sua credibilidade, provavelmente sabendo (é pouco crível que não soubesse) que Andres Sanches recebia seus “agrados”, e que a falta de sua assinatura inviabilizaria os negócios ?

Em confirmados, R$ 5 milhões (valores que teriam sido pagos a Raul Corrêa da Silva/BDO, supostamente, à título de serviços de auditoria), num contrato de R$ 1,2 bilhão, seriam uma pechincha para a Odebrecht.

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