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São Paulo pagava “pedágio” de 33% para empresa ligada a Mesquita Pimenta

Recentemente, o ex-presidente do São Paulo, Carlos Miguel Aidar, foi afastado do clube sob acusação de práticas ilícitas, entre as quais nebuloso contrato de intermediação de negócios, com taxa de 20% de comissionamento pagas à Sra. Cinira Maturana, que, descobriu-se em sequencia, tratar-se de 1/2 namorada do dirigente.

No Corinthians, durante o reinado Dualib, sua neta Carla saiu do clube com má-fama, devido a acordo firmado entre sua empresa, a SMA Sports, que levava 30% dos contratos do Timão.

Nenhum deles, porém, conseguiu superar o ex-presidente do São Paulo, Eduardo Mesquita Pimenta, que, aparentemente, não beneficiava-se apenas de transações de jogadores, conforme reiterou o juíz de direito Luis Flavio Gomes, em entrevista ao UOL:

“Eu reconheci que o Pimenta pediu dinheiro. Foi feita a gravação, e lá em Campinas, se constatou que era autêntica a voz, era dele mesmo. Houve montagem na fita, mas o que ficou ali era verídico. A edição não exclui o fato dele ter pedido dinheiro. Por isso reconheci isso na sentença”

“O que o Todé falou era verdadeiro. Eu reconheci a veracidade do que foi dito contra o Pimenta. Ele dizia que o Pimenta teria pedido dinheiro. E não havia dúvida disso, então absolvi o Todé”.

“Julguei em cima do laudo, minha sentença tinha fundamentos sólidos, Se ele foi absolvido internamente é puro corporativismo, coisa do clube (São Paulo)”

Em novembro de 1993, Pimenta fechou contrato com a SP Sport (constituída apenas dois meses antes), que garantiria direito à empresa de “negociar a imagem do São Paulo”, criando atrito com o departamento de marketing do clube, que dizia poder executar a mesma tarefa sem cobrar pelo serviço.

Levantamento das contas do clube, ocultado à época, será revelado aos conselheiros nos próximos dias, e dá conta de que a comissão paga à intermediária era de impressionantes 33%, ou seja, mesmo sem dirigente algum “embolsando” (o que é pouco crível), já seria em demasia lesivo aos cofres do Tricolor.

Não é a toa que Carlos Miguel Aidar, no exercício do poder, anistiou Pimenta de sua punição no São Paulo, e tem agora, dele, a promessa da recíproca.

“Asinus asinum fricat”, ditado em latim que significa “um asno coça o outro”, utilizado para justificar a aproximação de semelhantes, exemplifica bem o que essa gente pretende fazer com o clube se conseguirem retornar ao poder.

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