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Surge mais uma assinatura suspeita de Mario Gobbi, dois dias antes das eleições

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Recentemente, o atual presidente do Corinthians, Roberto “da Nova” Andrade, foi flagrado em crime de falsidade ideológica, ao assinar ata do Fundo Arena II, gestor do estádio de Itaquera, como mandatário alvinegro, em 05 de fevereiro de 2015, dois dias antes das eleições, ou seja, quando ainda não sabia que ocuparia o cargo.

Presidente do Corinthians fraudou ata de reunião da arena que favorecia Odebrecht

Íntegra da ata que o presidente do Corinthians fraudou (comentada)

Descobrimos, em sequencia, que Roberto sequer esteve na reunião (em verdade um pré-acordo acertado pela BRL TRUST, por email – com diversas facilitações à Odebrecht) e que sua rubrica foi tomada três dias antes da data especificada no documento.

Email da BRL TRUST para o Corinthians entrega fraude e mentira de Roberto Andrade

Outra fraude.

Mas não parou por ai: no mesmo dia “oficial” da assinatura da referida ata, às vésperas das eleições, outro acordo importante, o segundo aditivo de financiamento da CAIXA, teria sido assinado pelo então presidente, verdadeiro, do Corinthians, Mario Gobbi.

Dois “presidentes” do Corinthians assinaram documentos contra o clube dois dias antes das eleições

“Teria” porque existem suspeitas importantes de que a assinatura de Gobbi no referido documento pode ter sido falsificada (assim como a do diretor financeiro, Raul Corrêa da Silva).

Assinatura de presidente do Corinthians pode ter sido falsificada em aditivo de contrato com a CAIXA

Procurados, Gobbi não se pronunciou e Corrêa sequer atendeu ao blog.

Ontem, a revista Época revelou outra assinatura de Roberto Andrade em contrato de exploração do estádio em Itaquera (com a OMNI – empresa que atribuem sociedade oculta a Andres Sanches), formalizada 27 dias antes de ocupar o cargo de presidente, quando não possuía poderes para o ato.

Presidente do Corinthians também fraudou contrato de estacionamento da Arena

Os escândalos citados acima geraram, até o momento, dois procedimentos investigatórios: inquérito aberto no 52º DP, após denúncia do ex-secretário nacional de justiça, Romeu Tuma Jr., e, ontem, comunicação de crime ao Ministério Público de São Paulo, através do conselheiro alvinegro Rubens Gomes, o Rubão.

FEITAS ÀS PRESSAS, SUPOSTA ASSINATURA DE GOBBI FOI COLOCADA EM LOCAL ERRADO EM DOCUMENTO DA CAIXA, DOIS DIAS ANTES DAS ELEIÇÕES:

Mario Gobbi e Raul Corrêa da Silva batem palmas para o estádio em Itaquera

Mario Gobbi e Raul Corrêa da Silva batem palmas para o estádio em Itaquera

O dia 05 de fevereiro de 2015, véspera de embate eleitoral no Parque São Jorge, foi dos mais corridos para o grupo “Renovação e Transparência”, chefiado pelo deputado federal Andres Sanches.

Até então, sabia-se, dois documentos importantes foram assinados por presidentes distintos (somente um, porém, ocupava o cargo: a ata do Fundo Arena II, por Roberto Andrade (o fajuto), e o segundo aditivo do contrato de financiamento com a CAIXA, por Gobbi.

Descobrimos, ontem, que houve um terceiro, também em 05 de fevereiro, em que o Corinthians figura apenas como “interveniente”, denominado “Segundo Aditamento ao Contrato de Suporte de Acionista e Patrocinador”, celebrado por CAIXA, Arena Itaquera S/A, Jequitibá Patrimonial S/A (dos mesmos proprietários da BRL Trust), Odebrecht Participações e Investimentos S/A e Odebrecht S/A.

Na pressa, a assinatura de Mario Gobbi, assim como a de Raul Corrêa da Silva (financeiro do clube), fora colocadas no espaço destinado ao representante da Jequitibá, Julio Cesar Campanhã, que foi obrigado, em consequencia, a rubricar no campo denominado “Sport Club Corinthians Paulista”.

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O 15º Cartório não se importou, autenticando não apenas o procedimento, mas também as suspeitas assinaturas do dirigentes do Timão, que destoam das apresentadas doutros documentos firmados pelo clube.

Três documentos assinados pelo Corinthians, por dois presidentes diferentes, dois dias antes das eleições, com suspeita de falsificação em duas das assinaturas, além de falsidade ideológica noutra, são demonstrativos de que o objetivo principal da operação era ajudar a Odebrecht e suas parceiras, não o Corinthians, que teria tempo suficiente, uma ou duas semanas depois, para analisar melhor os negócios.

COMPARAÇÕES DE ASSINATURAS DE MARIO GOBBI E RAUL CORRÊA DA SILVA

Confira abaixo os contratos referentes a negócios do estádio em Itaquera, assinados pelo ex-presidente do Corinthians, Mario Gobbi e seu diretor financeiro, Raul Corrêa da Silva, em comparação com os rubricados no dia 05 de fevereiro de 2015.

Nota-se, claramente, diferenças na assinatura do presidente e também na descrição do nome por extenso, assim como a falta do carimbo de Raul, sempre utilizado em todos os documentos por ele avalizados no Parque São Jorge.

29 de novembro de 2013 – Contrato original de Suporte de Acionista e Patrocinador com a Caixa e Contrato de Financiamento com a Caixa para repasse do dinheiro do BNDES

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07 de fevereiro de 2014 – Primeiro aditivo de contrato com a CAIXA e primeiro aditivo ao Contrato de Suporte de Acionista e Patrocinador

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05 de fevereiro (dois dias antes das eleições) – segundo aditamento de Contrato de Financiamento com a CAIXA e segundo aditamento de Contrato de Suporte de Acionista e Patrocinador (assinaturas suspeitas colocadas em local errado):

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