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Assinatura de presidente do Corinthians pode ter sido falsificada em aditivo de contrato com a CAIXA

Mario Gobbi e Raul Corrêa da Silva batem palmas para o estádio em Itaquera
Mario Gobbi e Raul Corrêa da Silva batem palmas para o estádio em Itaquera

Dois presidente do Corinthians distintos assinaram, como ocupantes do cargo, no mesmo dia (05/02/2015), uma ata de reunião do FUNDO ARENA  e o Segundo Aditivo do Contrato com a CAIXA:

Dois “presidentes” do Corinthians assinaram documentos contra o clube dois dias antes das eleições

Um deles apenas estava no poder, Mario Gobbi, enquanto o outro, Roberto “da Nova” Andrade, somente seria eleito dois dias depois.

Configurou-se, neste caso, indício claro de falsidade ideológica.

Verificamos, no Aditivo, que nem todas as folhas do contrato estavam rubricadas pelas partes, o que levou-nos a desconfiar que, diante da pressa em assinar os documentos, e do fato de terem se utilizado de alguém que nem ocupava o cargo para dar aval a uma importante alteração contratual (ata do FUNDO), as assinaturas de Gobbi e Raul poderiam ter sido, de alguma maneira, inseridas por mãos de terceiros.

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No contrato com a CAIXA, datado de 29 de novembro de 2013, a assinatura de Mario Gobbi, apesar de confirmada pelo 15º Tabelião de Notas, é flagrantemente diferente à inserida no Aditivo de 05/02/2015.

Observamos, também, que o nome de Mario, escrito por extenso embaixo das assinaturas, são ainda mais divergentes.

Vale lembrar que o ex-presidente do Corinthians, à época, ocupava também o cargo de Delegado de Polícia, o que tornaria um procedimento delituoso de falsificação, sem seu conhecimento, ousado, ou com seu consentimento, ainda mais assustador.

Nas assinaturas de Raul Corrêa da Silva, em ambos os documentos, não dá, à primeira vista, para atestar com absoluta certeza as diferenças (embora existam), pelo fato da rubrica do diretor financeiro do Corinthians, pela simplicidade, ser passível de fácil falsificação.

Nota-se, porém, que em 2013, Raul, em vez de escrever por extenso embaixo da assinatura, carimbou “Raul Corrêa da Silva”, enquanto em 2015, preferiu colocar de próprio punho “Raul Antônio Corrêa da Silva”.

Outro fato que gera desconfiança é que à época do ocorrido, apesar de ainda no cargo, Gobbi declarou que não assinaria mais documentos que pudessem comprometer a futura gestão, entre os quais contratos de atletas.

Dificilmente se esforçaria para beneficiar o grupo de Andres Sanches (ligado ao estádio) com quem estava rompido há algum tempo.

Esta deve ser a razão de Gobbi não ter assinado, por exemplo, a ata do FUNDO, que recebeu, indevidamente, a grafia de Roberto Andrade.

O Blog do Paulinho procurou manter contato com ambos, para que as dúvidas fossem dissipadas.

Mario Gobbi e Raul Corrêa da Silva recusaram-se a responder.

A documentação foi protocolada na Polícia Federal, no âmbito da “Operação Lava-Jato”, que talvez esclareça se as assinaturas são verdadeiras, ou não, já que as partes, sabe-se lá por quais razões, não puderam confirmar.

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