Regulamento do Campeonato Carioca é uma afronta

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Por MARCELO DAMATO

O regulamento do próximo Campeonato Carioca é uma afronta aos mínimos princípios de fair play e aos direitos adquiridos de meia dúzia de clubes.

Para quem não sabe, 6 dos 16 clubes da primeira divisão terão de passar por uma fase preliminar. Dessa se classificarão dois, que, com os demais dez, participarão do Carioca de fato. Os quatro restantes disputarão apenas o rebaixamento. Desses seis, quatro são os que terminaram em piores colocações no Carioca de 2016 -salvo os rebaixados- e os outros dois são os que subiram da segunda divisão.

Ou seja, Campos e Nova Iguaçu, que comemoraram neste ano o acesso à primeira divisão, agora vão ter de disputar mais uma fase de acesso. O investimento que fizeram para subir pode não dar em nada.

Já Tigres, Portuguesa, Cabofriense e Bonsucesso, que tinham escapado do rebaixamento, agora não sabem se vão disputar o Carioca.

Em compensação, Botafogo, Flamengo, Fluminense, Vasco, Volta Redonda, Boavista, Bangu, Madureira, Resende e Macaé poderão disputar o Carioca com uma equipe de sacis obesos idosos e incapazes de chutar uma bola que não serão rebaixados.

Esses dez clubes ganharam um seguro extra contra o rebaixamento. E como isso não foi anunciado antes de o Estadual deste ano começar, os quatro clubes que vão ter de fugir novamente da degola não tiveram como se preparar para tentar uma posição melhor.

Não é preciso dizer que um dos clubes nanicos beneficiados é o Bangu, que tem como torcedor o presidente da federação, Rubens Lopes.

Como os seis clubes prejudicados são nanicos, ninguém vai berrar por eles e eles terão que sofrer com um regulamento que desrespeita até princípios constitucionais.

Obviamente, a votação do regulamento foi feita com a independência que todos conhecem.

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