Os três presidentes do Corinthians agiram em cumplicidade com a Odebrecht

duilio sanches gobbi roberto

Estarrecedora, matéria publicada ontem pelo jornalista Juca Kfouri, dando conta de que o estádio de Itaquera, que o Corinthians utiliza para seus jogos, corre risco de desabamento, expôs, além das irregularidades flagrantes da obra, a promiscuidade dos últimos três presidentes do clube com a Odebrecht.

Andres Sanches, Mario Gobbi e Roberto “da Nova” Andrade, que tinham por função defender os interesses alvinegros, em verdade, trabalharam o tempo todo com objetivo único de beneficiar a construtora.

Dois deles, Roberto e Andres (já que Gobbi não se pronuncia) distorcem a verdade ao discursarem: “assim que soubemos dos problemas solicitamos providências à Odebrecht”; “estamos realizando uma auditoria e corrigindo os problemas diagnosticados”.

Bem antes disso, desde o período da Copa do Mundo, todos eles (os três) foram alertados, diariamente (há comprovações documentais – todas as conversas foram armazenadas), pelo arquiteto Anibal Coutinho, de que as obras estavam sendo realizadas com material diferente do contratado (de baixa qualidade), dos constantes superfaturamentos, das obras inacabadas, etc., sem que tenham tomado uma providência sequer para dar resolução à situação.

Pelo contrário, seguiram abrindo espaço para que a Odebrecht faturasse alto às custas do Corinthians, culminando no ato mais danoso, o aceite do relatório de avanço dando conta de que as obras estavam finalizadas, com a consequente emissão de nota Fiscal da construtora quando ainda, comprovadamente, faltavam quase R$ 100 milhões de ajustes a serem executados.

Corinthians deu como concluídas obras de Itaquera, mesmo faltando 30% a serem finalizadas

Existiu também, no período que circunda a Copa do Mundo, uma auditoria (anterior à mais recente, propagada pelos dirigentes alvinegros) confirmando todas as informações prestadas pelo arquiteto ao clube, com tempo hábil para confronto com a Odebtecht, que foi ignorada pelos gestores do Corinthians, em claro indício de conivência com a construtora.

Em tempo: trecho de postagem do O ANTAGONISTA: 

“A Folha de S. Paulo disse que o estádio do Corinthians “foi uma espécie de presente” para Lula.

Os anexos de Marcelo Odebrecht, que comprometem Dilma Rousseff, mostram que o estádio foi, na verdade, um presente do PT para a empreiteira, com dinheiro surrupiado da Caixa.”

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